Economia
Governo anuncia investimento de R$ 6 bilhões para reestruturação dos Correios
Bruno Moretti, ministro do Planejamento, declarou nesta segunda-feira, 31, que o investimento de R$ 6 bilhões nos Correios planejado pelo governo não é apenas uma simples transferência de recursos, mas sim uma ação para possibilitar a reorganização da empresa.
“No caso dos Correios, não se trata de fazer um Pix de R$ 6 bilhões. Pelo contrário, é um esforço para ajustar a direção da estatal.
Ao analisar os resultados divulgados recentemente, observamos avanços importantes, com medidas em vigor e o caixa apresentando melhora”, explicou o ministro durante evento do BTG Pactual.
De acordo com Moretti, o montante será utilizado para que a empresa se transforme, volte a competir no mercado e recupere sua eficiência operacional.
O ministro enfatizou que a estatal já vem adotando ações de gestão, como o programa de demissão voluntária (PDV), ressaltando que o Ebitda e o caixa da empresa estão superando as expectativas.
Moretti também afirmou que a capitalização foi possível graças a uma revisão das despesas obrigatórias no Orçamento de 2027, o que aumentou o espaço para gastos discricionários.
O aporte de R$ 6 bilhões estará completamente previsto no Orçamento, respeitando a meta de resultado primário e o limite de gastos.
Ele ressaltou que essa operação é diferente das capitalizações feitas anteriormente fora das regras fiscais. “Não é que os R$ 6 bilhões sejam suficientes, muito pelo contrário, mas o que importa é que adotemos medidas de gestão que permitam aos Correios competir no mercado e voltar a ser uma empresa forte”, destacou.
Bruno Moretti reforçou que, para o Orçamento de 2027, o governo usará ferramentas já aprovadas para controlar os gastos públicos. Esses mecanismos, juntos, reduzem cerca de R$ 20 bilhões das despesas obrigatórias.
Assim, haverá uma maior margem para despesas discricionárias. “No entanto, é importante dizer que a saúde receberá os recursos necessários para seus programas no próximo ano, evitando cortes drásticos como os de 2023, quando houve uma redução de 60% na farmácia popular, o que não ocorrerá agora.”

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