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Economia

Guerra afetará a inflação em toda América Latina, mas impacto será diferente por país

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A guerra no Oriente Médio provocará efeitos variados nos diferentes países da América Latina e do Caribe, mas a inflação aumentará em todos, alerta o Fundo Monetário Internacional (FMI) em relatório divulgado nesta sexta-feira, 17.

Países produtores de petróleo, como o Brasil, estão se beneficiando dos preços elevados dos combustíveis. Ao mesmo tempo, frente a mudanças no comportamento dos investimentos e maior cautela dos investidores, o FMI recomenda o fortalecimento da credibilidade das políticas monetárias e fiscais para suportar esse novo choque econômico.

Nigel Chalk, diretor do departamento do Hemisfério Ocidental do FMI, destacou que “o impacto sobre a economia será desigual entre as nações, mas a inflação aumentará para todos” durante as reuniões de Primavera em Washington, Estados Unidos.

O FMI revisou para cima a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da América Latina e Caribe para 2,3% em 2026, aumento de 0,1 ponto percentual em relação à previsão anterior. Para 2027, a previsão de crescimento é de 2,7%, mantendo-se estável.

Países como Paraguai, Argentina, Equador, Chile e Colômbia devem apresentar destaque positivo neste cenário de crescimento.

A previsão para o Brasil é de um crescimento do PIB de 1,9% em 2026, com uma melhora de 0,3 ponto percentual, e 2,0% em 2027. Já a Bolívia deve enfrentar um novo ano de recessão.

Chalk ressaltou que países produtores de petróleo — Argentina, Brasil, Canadá, Colômbia, Equador, Guiana, Trinidad e Tobago, Estados Unidos e Venezuela — se beneficiam do aumento dos preços da energia, reforçando sua balança comercial e finanças públicas. Contudo, mesmo nessas economias, os grupos mais vulneráveis sofrerão com os preços mais altos de energia e alimentos.

Apesar dos efeitos da guerra, a inflação na região deve desacelerar para 6,7% em 2026, ante 7,6% previsto para 2025, com uma melhora adicional esperada para 4,9% em 2027.

Chalk também avaliou que a América Latina iniciou 2026 com bases firmes, apresentando crescimento próximo ao potencial e inflação controlada próxima às metas dos bancos centrais. As exportações avançaram mesmo com as incertezas políticas, embora a guerra já tenha gerado impactos importantes via commodities e condições financeiras globais, elevando os riscos negativos.

Economias do Caribe, dependendo fortemente do turismo, enfrentam maior vulnerabilidade devido a dívidas elevadas e importações líquidas de energia que representam aproximadamente 6% do PIB. A América Central também é bastante exposta aos preços altos da energia, enfrentando limitações para a adoção de políticas de mitigação devido ao espaço fiscal restrito.

Países com déficits em conta corrente elevados e dependência de financiamento global, mesmo exportadores de energia, enfrentam custos maiores para obtenção de crédito e acesso mais restrito aos mercados, devido à menor disposição dos investidores em assumir riscos causada pela guerra.

O FMI recomenda que as autoridades da região evitem subsídios amplos e priorizem redes de proteção direcionadas. Ressalta a necessidade de usar o espaço fiscal com estratégia para apoiar famílias vulneráveis, agricultores e empresas, já que os altos níveis de endividamento limitam a ampliação dos déficits fiscais.

Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

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