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Ilhas Canárias se preparam para chegada de cruzeiro com caso de hantavírus

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As Ilhas Canárias estão se preparando para a chegada no domingo do cruzeiro afetado pelo hantavírus e do diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, que coordenará no local a evacuação dos cerca de 150 passageiros e membros da tripulação.

No porto industrial de Granadilla de Abona, moradores entrevistados pela AFP expressaram sua preocupação, seis anos após a pandemia de covid-19 que impactou o mundo.

O cruzeiro MV Hondius chegará entre 03h00 e 05h00 GMT (00h00 e 02h00 de Brasília), conforme anunciado pelo governo espanhol. Parte da tripulação permanecerá a bordo e depois seguirá para os Países Baixos.

Tedros Adhanom Ghebreyesus declarou no X que irá se reunir com autoridades para supervisionar o desembarque seguro de todos a bordo.

Antes da viagem, ele se encontrará em Madri com o presidente do governo, Pedro Sánchez, para alinhamento das ações.

Ele destacou que o risco para a população das Ilhas Canárias e globalmente continua baixo.

As autoridades locais rejeitaram a atracação do navio, que ficará ancorado próximo à costa durante as evacuações.

Expectativa no porto

Granadilla segue seu ritmo cotidiano, mesmo com a atenção mundial voltada para o porto. Moradores demonstram algum receio, mas não pânico.

David Parada, vendedor local, comentou a preocupação com os trabalhadores, apesar de ver pouca apreensão geral.

Até o momento, seis casos confirmados de hantavírus foram registrados entre oito suspeitos, incluindo passageiros que faleceram. A doença pode causar síndrome respiratória aguda e não possui vacina ou tratamento específico.

Uma operação inédita

O cruzeiro MV Hondius partiu de Ushuaia, Argentina, em 1º de abril. Autoridades garantem que o risco de contágio no ponto de partida é quase nulo.

A ministra da Saúde da Espanha, Mónica García, explicou que o navio ficará ancorado dentro da enseada do porto de Granadilla de Abona e que nem bagagens nem corpos serão desembarcados, permanecendo a bordo junto com parte da tripulação.

O navio seguirá então para os Países Baixos, onde será desinfetado pelo governo local e o armador.

Passageiros serão examinados a bordo e depois transferidos em embarcações menores e ônibus isolados até o aeroporto de Tenerife Sul, para repatriação a seus países de origem.

Desembarcarão primeiro os espanhóis, seguidos por outros grupos nacionais, conforme voos programados para EUA, Reino Unido, França, Alemanha, Bélgica, Irlanda e Países Baixos.

Para passageiros de países fora da UE sem transporte aéreo disponível, um plano especial está em desenvolvimento para garantir a repatriação sem contato com a população local.

Rastreio e isolamento

Autoridades sanitárias de vários países estão identificando pessoas que tiveram contato com casos confirmados para isolamento e testes.

A OMS reforça que o risco de propagação do hantavírus é muito baixo.

Um porta-voz da organização afirmou que o vírus representa perigo apenas para infectados diretamente, ressaltando que não se trata de uma nova pandemia.

A ministra Mónica García apontou que o risco de contágio para a população é reduzido, advertindo contra alarmismo, desinformação e confusão, que prejudicam a saúde pública.

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