Economia
Inflação do IPCA 2026 prevista em 5%, ultrapassando o limite da meta
A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2026 apresentou leve queda, passando de 5,01% para 5,00%, ainda assim 0,50 ponto percentual acima do teto da meta estipulada pelo Banco Central, que é de 4,50%. No recorte das 44 projeções mais recentes, que refletem as atualizações dos últimos cinco dias úteis e são mais sensíveis a novidades, a mediana chegou a subir de 4,98% para 5,01%.
Para 2027, a projeção intermediária do mercado para a inflação medida pelo IPCA variou levemente de 4,28% para 4,29%, em comparação a um mês atrás, quando a estimativa era de 4,22%. Considerando apenas as 44 estimativas atualizadas no mesmo período, essa mediana ajustou-se de 4,26% para 4,25%.
As previsões do Focus para a inflação de 2028 permaneceram estáveis em 3,80% pela sexta semana consecutiva. Já para 2029, a projeção se manteve em 3,50% pela 53ª semana seguida.
Recentemente, no início de agosto, o Banco Central revisou suas projeções oficiais para o IPCA de 2026, ajustando de 5,2% para 5,1%, e para 2027, de 3,7% para 3,8%. Esses dados constam no comunicado da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). A instituição também manteve a previsão para a inflação acumulada em 12 meses no primeiro trimestre de 2028 em 3,2%, que agora é o principal foco da política monetária.
Desde 2025, a meta para a inflação é calculada com base no IPCA acumulado nos últimos 12 meses, com um objetivo central de 3% e uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Se a inflação permanecer fora dessa faixa por seis meses seguidos, isso é considerado um fracasso do Banco Central em atingir a meta estipulada.

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