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Israel alerta Líbano e líder do Hezbollah critica acordo como erro grave
Autoridades de Israel emitiram um forte aviso ao Líbano, ao Irã e ao grupo Hezbollah, logo após a assinatura de um acordo preliminar para o fim das hostilidades, mediado pelos Estados Unidos.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que o pacto é um ‘golpe contra o Irã’ e contra o Hezbollah, aliado do Irã.
Netanyahu afirmou: ‘Conseguimos um acordo histórico para Israel após negociações diretas com o Líbano. Isso representa um golpe para o Irã e o Hezbollah.’
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que as forças do país foram orientadas a se preparar para uma permanência estendida no território libanês. Ele ainda avisou que o Exército responderá com força caso o Irã tente impedir a aplicação do acordo.
O acordo contempla uma redistribuição das tropas israelenses, porém Netanyahu já ressaltou que os soldados permanecerão na zona ao norte da fronteira entre os dois países, conhecida como ‘zona de segurança’, com cerca de dez quilômetros.
Israel pretende manter suas tropas no território libanês até que o Hezbollah seja desarmado. O ministro da Segurança Nacional israelense, Ben Gvir, classificou o acordo como um erro, afirmando que o governo do Líbano não desarmará o Hezbollah.
O líder do Hezbollah, Naim Qassem, repudiou o acordo e chamou-o de ‘erro grave’ do governo de Beirute, tornando o pacto inválido para o grupo. Ele declarou que o acordo é humilhante e constitui uma entrega da soberania, exigindo que sejam respeitados os termos do memorando de entendimento entre Irã e Estados Unidos.
Qassem acusou o governo libanês de legitimizar a presença israelense no território e pediu que o governo reverta suas decisões que estão prejudicando o país. Ele alertou que o Líbano pode estar facilitando inclusive a anexação dessas regiões. O Hezbollah rejeita as negociações diretas entre Líbano e Israel, iniciadas em abril.
Embora o cessar-fogo declarado em abril não tenha parado completamente os confrontos, a violência reduziu desde que EUA e Irã concordaram com um memorando de entendimento recentemente. O Irã reforça que qualquer cessar-fogo na região deve incluir o Líbano.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, expressou apoio ao acordo, destacando que é um passo importante para evitar um aumento do conflito. Ela agradeceu aos EUA pela mediação e ressaltou que o próximo passo deve ser o desarmamento dos grupos armados e a preservação da soberania do Líbano.
A França também manifestou disposição para ajudar na implementação do acordo e enfatizou que é fundamental que o texto do acordo permita o restabelecimento pleno da soberania libanesa dentro de suas fronteiras.

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