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Israel realiza ataques em Gaza e quatro pessoas morrem, segundo resgate

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Quatro indivíduos, incluindo duas crianças, perderam a vida nesta quinta-feira (30) na Faixa de Gaza, em consequência de bombardeios israelenses, conforme relatório dos serviços de resgate da Defesa Civil e hospitais da região palestina.

O porta-voz da Defesa Civil, Mahmud Basal, afirmou à AFP que "quatro mártires, entre eles duas crianças, e vários feridos foram levados após ataques aéreos israelenses".

Conforme o serviço de socorro, um palestino faleceu e outros dez ficaram feridos em um bombardeio próximo a um acampamento para deslocados perto do estádio Yarmouk, na Cidade de Gaza.

O hospital Nasser, localizado em Khan Yunis (sul), comunicou à AFP que a emergência recebeu os corpos de duas vítimas, incluindo uma menina de oito anos, além de três feridos.

O centro médico indicou que "um ataque por um helicóptero israelense atingiu a tenda da família Balawi, a oeste de Khan Yunis".

Muitas pessoas ainda vivem em tendas na Faixa de Gaza, após mais de dois anos de conflito entre Israel e o movimento islâmico Hamas, que causou grande destruição na região.

O hospital Al Aqsa (central) anunciou a morte de uma criança e vários feridos depois de um bombardeio direcionado a um apartamento no acampamento de refugiados de Bureij.

O Exército israelense não confirmou os ataques, mas informou à AFP que suas tropas "atingiram diversas estruturas terroristas do Hamas durante a noite de quarta-feira (29)".

Esses ataques acontecem enquanto uma delegação do Hamas está no Cairo negociando com mediadores do Egito, Catar e Turquia para tentar reforçar o cessar-fogo vigente desde outubro de 2025, segundo fontes próximas às conversas.

Desde a trégua frágil, Israel realiza bombardeios quase diários em todo o território palestino, sobre o qual mantém controle de mais de 60%.

Até o momento, pelo menos 1.214 palestinos morreram na Faixa de Gaza desde o anúncio do cessar-fogo, conforme dados do Ministério da Saúde de Gaza, reconhecidos como confiáveis pela ONU.

As restrições à imprensa e o acesso limitado à Faixa de Gaza dificultam a verificação independente dos dados e a cobertura livre da violência local.

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