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Japão suspende alerta especial para risco de grandes terremotos
O Japão decidiu cancelar, nesta segunda-feira (27), o aviso especial sobre a possibilidade de grandes terremotos, que havia sido divulgado na semana passada após um tremor de magnitude 7,7 atingir o norte do país, sem causar vítimas fatais.
O sismo ocorrido em 20 de abril na costa do município de Iwate, no Pacífico, foi sentido até em Tóquio, localizada a centenas de quilômetros de distância, e gerou ondas de tsunami.
Dez pessoas ficaram feridas, duas delas em estado grave, conforme informou a Agência de Gestão de Incêndios e Desastres.
O governo havia emitido um alerta especial para a possibilidade de um grande terremoto, mas essa recomendação foi retirada nesta segunda-feira, conforme anunciou Kota Iwamura, secretário de prevenção de desastres do governo.
Iwamura ressaltou, contudo, que “isso não quer dizer que o risco de um grande terremoto tenha desaparecido”.
Ele acrescentou que um grande tremor pode acontecer “de forma inesperada, sem sinais prévios”.
O Japão está localizado sobre quatro placas tectônicas principais na borda oeste do Círculo de Fogo do Pacífico, o que faz com que o país seja uma das regiões com maior atividade sísmica no mundo.
Com uma população de cerca de 125 milhões de habitantes, o arquipélago registra quase 1.500 tremores por ano e concentra cerca de 18% dos terremotos globais. A maior parte desses eventos é de baixa intensidade, mas os efeitos variam conforme o local e a profundidade dos tremores.
A memória do Japão ainda guarda o terremoto de magnitude 9,0 de 2011, que provocou um tsunami e um grave acidente na usina nuclear de Fukushima. O desastre resultou em quase 18.500 mortes e desaparecimentos.

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