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José Dirceu: saiba o que é linfoma, tipo de câncer que o ex-ministro tem
O ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, foi diagnosticado com linfoma após ser internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde permanece desde 10 de maio para iniciar o tratamento específico contra o tumor.
O que é linfoma?
O linfoma é um câncer que surge no sistema linfático, que faz parte do sistema imunológico responsável pela produção das células de defesa chamadas linfócitos. Existem dois tipos principais: linfoma de Hodgkin e linfoma não-Hodgkin. O nome Hodgkin vem do patologista Thomas Hodgkin (1798-1866), que descreveu esse tipo pela primeira vez.
Dados do Observatório de Oncologia mostram que o linfoma costuma ser diagnosticado tardiamente no Brasil; cerca de 58% dos casos são detectados em estágio avançado, sendo 60% entre homens e 57% entre mulheres.
Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), estima-se aproximadamente 15.630 novos casos de linfoma anualmente no Brasil para o triênio 2026-2028: 3.070 de Hodgkin e 12.560 de não-Hodgkin. O número de casos dobrou nos últimos 25 anos, especialmente entre pessoas com mais de 60 anos.
Linfoma de Hodgkin
Este tipo de linfoma se espalha de maneira sequencial entre os grupos de linfonodos através dos vasos linfáticos. Ele começa quando um linfócito, geralmente do tipo B, se transforma em uma célula maligna que se multiplica e pode alcançar outras regiões do corpo. Normalmente, a doença se manifesta primeiro no pescoço ou no mediastino (região do tórax).
Os principais sintomas são o aumento dos linfonodos no pescoço, axilas ou virilhas. O diagnóstico é confirmado por meio de biópsia do linfonodo aumentado.
A maioria dos pacientes com linfoma de Hodgkin pode ser curada com os tratamentos disponíveis, que incluem quimioterapia, às vezes combinada com radioterapia. Em casos de recidiva, pode ser necessário o transplante de medula óssea.
Desde a década de 1970, a mortalidade por esse tipo de câncer caiu mais de 60% graças aos avanços no tratamento.
Em 2021, o apresentador Caio Ribeiro anunciou que estava em tratamento contra linfoma de Hodgkin e, pouco depois, comunicou estar curado.
Linfoma não-Hodgkin
Este tipo de linfoma se dissemina de forma desordenada e é considerado raro e agressivo. Famosos como os atores Reynaldo Gianecchini, Edson Celulari, Jane Fonda e Michael C. Hall, a ex-presidente Dilma Rousseff, a dramaturga Glória Perez e o ex-governador do Rio de Janeiro Luiz Fernando Pezão foram diagnosticados com este tipo e conseguiram se recuperar após o tratamento.
O INCA informa que existem mais de 20 variedades desse linfoma, sendo o tipo mais comum na infância. Assim como no linfoma de Hodgkin, os casos aumentaram significativamente nos últimos 25 anos, especialmente em idosos, e afetam mais homens do que mulheres.
Os sintomas incluem aumento dos linfonodos no pescoço, axilas ou virilhas, suor noturno intenso, febre, coceira na pele e perda de peso sem explicação.
O tratamento geralmente envolve quimioterapia, imunoterapia combinada com quimioterapia e radioterapia.

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