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Justiça dos EUA mantém condenação de cúmplice de Epstein
Um juiz federal dos Estados Unidos negou nesta terça-feira (25) um pedido de Ghislaine Maxwell, associada do criminoso sexual Jeffrey Epstein, para revogar sua sentença por envolvimento em tráfico de pessoas.
Maxwell, de 64 anos, está cumprindo uma pena de 20 anos de prisão. Ela é a única pessoa julgada e condenada por crimes relacionados a Epstein, que foi encontrado morto em 2019 em sua cela em uma prisão de Nova York, enquanto aguardava por julgamento.
Na decisão, o juiz Paul Engelmayer declarou que as alegações de violação dos direitos constitucionais feitas por Maxwell durante o julgamento são infundadas e praticamente todas sem mérito.
Em 2021, Maxwell foi considerada culpada por recrutar menores para Epstein, quem mantinha ligações com executivos, políticos, celebridades e acadêmicos ao redor do mundo.
Em fevereiro, ela foi convocada pelo comitê de supervisão da Câmara de Representantes para esclarecer sua relação com Epstein, mas recusou-se a responder. Seu advogado afirmou que ela só falaria se recebesse perdão do então presidente Donald Trump.
Em outubro, a Suprema Corte dos Estados Unidos recusou um recurso apresentado por Maxwell contra sua condenação por tráfico de pessoas.
Donald Trump, que também teve ligações com Epstein, inicialmente se opôs à divulgação dos documentos do caso, mas depois permitiu a liberação dos arquivos. Ele nega qualquer envolvimento nos crimes relacionados a Epstein.

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