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Justiça permite acesso ao celular de Jairinho na prisão

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A Justiça do Rio de Janeiro autorizou a análise do celular confiscado na cela de Jairinho, condenado pela morte de Henry Borel. O aparelho foi recolhido pela polícia penitenciária no Complexo de Gericinó na última quarta-feira (1º).

A extração das informações ficará por conta da Divisão Especial de Inteligência Cibernética do Ministério Público do Rio de Janeiro, responsável pelo pedido de quebra de sigilo.

— A ação é essencial para investigar situações relacionadas à detenção provisória do réu e a possível influência que ele tenha exercido sobre pessoas externas durante o período de separação cautelar, além de identificar possíveis contatos, comunicações e planos que possam afetar a investigação criminal — declarou o promotor Fábio Vieira dos Santos.

Jairinho foi sentenciado a 43 anos de prisão pela tortura e morte de Henry em 4 de junho deste ano. O menino faleceu em março de 2021. A defesa do acusado busca anular todo o julgamento. O promotor ressaltou ainda:

— É crucial verificar se houve conduta do réu que possa influenciar a produção de provas, a instrução criminal ou futuras sessões, no caso de um novo julgamento.

O advogado de Jairinho, Rodrigo Faucz, comentou:

— A decisão ainda não foi oficialmente comunicada a nós. Após a intimação, poderemos apresentar nossa posição.

Declaração do pai de Henry

Jairinho de disseminar informações falsas sobre Leniel Borel, pai de Henry e assistente de acusação no Ministério Público. Também ordenou que a Google Brasil remova conteúdos já publicados. Leniel declarou:

— Durante o processo, alertamos sobre ataques coordenados contra mim, pai da vítima, que visam minimizar o crime perante a sociedade e influenciar o júri, que é popular. Agora é necessário investigar completamente: quem colocou esse aparelho na cela, há quanto tempo era usado, quais mensagens foram trocadas, com quem Jairinho falava e se houve tentativas de manipulação, intimidação ou interferência em processos. É fundamental entender as ações, decisões e ordens emitidas por meio do celular, especialmente porque um dos crimes atribuídos a ele é coação no curso do processo. Ter um celular na cela de um condenado por crimes tão graves não é um detalhe: representa privilégio, erro e risco.

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