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Kiev inaugura primeiro abrigo antiaéreo nas ruas após anos de conflito

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Kiev começa a contar, a partir desta sexta-feira (16), com seu primeiro abrigo antiaéreo instalado em uma via pública. Esta ação ocorre depois de mais de quatro anos de conflito com a Rússia e gerou diversas reações críticas.

Segundo a administração da capital ucraniana, “em Kiev está sendo instalada a primeira estrutura móvel próxima a um ponto de transporte público”, com fotos divulgadas mostrando uma pequena edificação feita com blocos de concreto.

A Prefeitura planeja erguer mais 14 abrigos semelhantes nos próximos meses.

Localizado em uma avenida movimentada, o abrigo serve para “proteger temporariamente a população” durante os alarmes aéreos, contando com dez assentos e espaço adequado para cadeira de rodas.

Durante esses alertas, os cidadãos geralmente buscam refúgio no metrô, porões ou estacionamentos subterrâneos.

A novidade provocou comentários irônicos e críticas nas redes sociais e entre políticos.

O internauta Ivan Tijenko comentou no Facebook: “O primeiro abrigo móvel depois de quatro anos de guerra. Tem capacidade para dez pessoas… Parabéns, fico sem palavras”.

Já o deputado Yaroslav Yurchishin declarou: “Por enquanto, só existe um abrigo deste tipo… É melhor não esperar o ônibus em outros pontos, pois, neste ritmo, o segundo só será construído dentro de cinco anos”.

O presidente Volodimir Zelensky, que tem um histórico de divergência com o prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, tem criticado a falta de preparo da cidade.

Recentemente, o presidente voltou a questionar a demora na implementação de medidas para o inverno.

A Organização Internacional para as Migrações (OIM), em Genebra, alertou que milhões de ucranianos que retornaram a suas residências após fugirem dos combates estão em risco de serem desalojados novamente neste inverno.

Arthur Erken, diretor regional da OIM para a Europa e Ásia Central, declarou: “Para milhões de ucranianos, não se trata mais apenas de poder voltar para casa, mas sim de permanecerem lá com segurança. As condições atuais dificultam essa possibilidade”.

Danos às moradias, ataques frequentes à infraestrutura energética e os altos custos de aquecimento levam muitas famílias a considerar deixar suas casas, explicou a OIM.

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