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Lula afirma que combate ao crime precisa respeitar soberania dos Estados

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta terça-feira (16), durante a reunião do G7, que o combate ao tráfico de drogas deve ser amplo e incluir a repressão a crimes correlatos, como a lavagem de dinheiro e o comércio ilegal de armas.

Esse trabalho, segundo Lula, deve ser realizado com base no respeito à soberania dos Estados.

Durante seu discurso na reunião das sete maiores economias mundiais, realizada na cidade francesa de Évian, ele destacou a necessidade de se tratar questões como os crimes transnacionais em conjunto com uma agenda de desenvolvimento.

“O crime organizado causa medo nas comunidades e desvia recursos que deveriam ser investidos em educação, saúde e infraestrutura. Esse esforço deve respeitar a soberania dos Estados”, afirmou.

Ele acrescentou que o enfrentamento ao tráfico de drogas não pode ser separado de outros crimes, como a lavagem de dinheiro e o tráfico de armas, defendendo o diálogo e a cooperação internacional, especialmente por meio da Interpol, para localizar bens e pessoas envolvidas nessas ações ilegais.

A declaração do presidente destaca preocupações com a soberania nacional após os Estados Unidos terem classificado o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como grupos narcoterroristas, o que poderia abrir espaço para eventual intervenção no Brasil conforme a legislação americana.

Minerais estratégicos e tecnologia

Lula também ressaltou que os países que possuem minerais essenciais devem lucrar mais do que apenas com a extração, participando das etapas de maior valor agregado, como a industrialização, transferência de tecnologia e capacitação conforme suas necessidades.

O presidente alertou que os avanços digitais e a inteligência artificial não podem aumentar as desigualdades existentes. Outro desafio mencionado foi a criação de parcerias que facilitem o desenvolvimento e acesso tecnológico para mais países.

“A transição energética e digital não deve repetir padrões históricos onde poucos beneficiam economicamente”, argumentou.

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