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Lula fala sobre foco da campanha e propõe reformas institucionais

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou na sexta-feira que a campanha presidencial do PT deve evitar concentrar esforços em perseguir os adversários. Em um vídeo divulgado no encerramento do primeiro dia do congresso do PT, realizado em Brasília, o presidente também manifestou apoio à necessidade de reformas dentro das instituições brasileiras.

“O fundamental é que um partido que governa não precisa correr atrás dos adversários; são eles que devem correr atrás. Nosso papel é avançar, mostrar as diferenças entre o governo que conduzimos e os demais”, declarou Lula, sem nomear especificamente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como maior concorrente nas pesquisas eleitorais.

Sobre as mudanças institucionais, o presidente não detalhou, mas suas observações acontecem em meio a discussões sobre reformas no Judiciário, um setor que enfrenta crise de credibilidade agravada pelo recente escândalo financeiro envolvendo o banco Master.

Ele acrescentou: “Ninguém tem defendido o multilateralismo, a democracia e as instituições com a dedicação que o Brasil tem demonstrado. É essencial deixar claro para a população o que estamos propondo.”

Mais cedo, o presidente do PT, Edinho Silva, ressaltou a importância de o partido ouvir as demandas da população: “Existem momentos em que é preciso humildade para escutar o que a sociedade espera. Acreditamos que este é um desses momentos para compreender as dores e anseios do povo e dialogar de forma respeitosa.”

Edinho também opinou sobre a necessidade de reformas no sistema judiciário: “É momento de levantar a voz em defesa das mudanças no Poder Judiciário, sempre acreditamos que ele precisa se aproximar mais da sociedade civil.”

O congresso nacional do PT teve início na sexta-feira e seguirá até domingo, com debates focados em um manifesto que orientará as propostas da campanha à reeleição de Lula.

Na quinta-feira, o diretório nacional decidiu postergar a elaboração de um novo programa partidário para 2027, após as eleições, para evitar discussões internas que possam desgastar a legenda antes do período eleitoral.

O manifesto em análise é mais direto e aborda reformas no Judiciário e na administração pública, críticas ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, além de posicionamentos sobre a jornada de trabalho 6×1, recursos minerais estratégicos e críticas também à administração do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O evento contou com modesta participação de outras legendas como PSB, PDT, PV e PCdoB, e presenças notáveis como do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro das Relações Institucionais, José Guimarães.

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