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Lula quer parceria para investimentos em minerais críticos no Brasil
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva destacou nesta quinta-feira, 7, que o Brasil busca colaboração aberta para a exploração de minerais críticos, sem favorecer países específicos. Ele mencionou nações como China e Estados Unidos, frequentemente em competição por esses recursos.
Em entrevista coletiva em Washington, após encontro bilateral com o presidente Donald Trump, Lula explicou que o governo brasileiro deseja firmar parcerias com empresas globais, incluindo americanas, chinesas, alemãs, japonesas e francesas, entre outras, para aprimorar a mineração, o refino e a geração de riqueza a partir desses minerais raros.
O presidente reforçou que os minerais críticos são tratados como uma questão estratégica de soberania nacional e elogiou a recente aprovação na Câmara de um projeto para regulamentar o setor.
Discussão sobre tarifas comerciais
Lula também abordou a questão das tarifas comerciais aplicadas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros durante a reunião com Trump. Ele afirmou que o presidente americano insistiu que alguns produtos americanos enfrentam taxas mais altas no Brasil, enquanto Lula destacou que a média dos impostos cobrados dos EUA pelo Brasil é de apenas 2,7%.
Trump afirmou que alguns produtos dos Estados Unidos sofrem uma taxa de até 12% no mercado brasileiro, apontou Lula.
Próximos passos nas negociações comerciais
O presidente brasileiro propôs a realização de uma reunião entre as equipes comerciais dos dois países dentro de um mês para discutir possíveis ajustes tarifários. Lula declarou que o Brasil está disposto a ceder caso seja comprovada uma sobretaxa, e que espera reciprocidade dos Estados Unidos.
“Quem estiver errado vai ceder”, afirmou Lula, destacando diferenças explícitas nas posições das duas delegações durante o encontro.
Detalhes da reunião
A reunião na Casa Branca começou por volta das 12h40 (11h40 no horário local) e durou três horas. Este foi o primeiro encontro presencial entre Lula e Trump na sede do governo americano.
Estavam presentes, ao lado do presidente brasileiro, os ministros Alexandre Silveira (Minas e Energia), Dario Durigan (Fazenda), Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria e Comércio), Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Wellington César (Justiça e Segurança Pública).
Do lado dos EUA, participaram o vice-presidente J.D Vance, a chefe de gabinete Susie Wiles, o representante comercial Jamieson Greer, o secretário de Comércio Howard Lutnick e o secretário do Tesouro Scott Bessent.
Contexto da relação bilateral
Lula e Trump tiveram seu primeiro contato durante a Assembleia Geral da ONU em setembro do ano anterior, seguido por uma reunião na cúpula da ASEAN em outubro de 2025.
Desde o início do mandato de Trump, a relação entre Brasil e Estados Unidos tem enfrentado tensões. O governo dos EUA impôs uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, posteriormente revogada pela Suprema Corte americana. Além disso, sancionou autoridades brasileiras por meio da Lei Magnitsky e iniciou investigações sobre possíveis práticas comerciais desleais por parte do Brasil.

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