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Centro-Oeste

Mãe e filho enfrentam problemas de acessibilidade em ponto de ônibus em Samambaia

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Uriel Camilo Marques da Silva, jovem paratleta de bocha, e sua mãe, Rosinete Cardoso Marques da Silva, enfrentam diariamente perigos na parada de ônibus da QS 419, em Samambaia Norte. Por falta de calçadas e rampas, eles precisam subir e descer do ônibus diretamente na pista, correndo risco de acidentes.

Rosinete relata que há nove anos utiliza esse ponto e que ele nunca teve uma calçada segura. Apesar da presença de piso tátil, o acesso é bloqueado por um barranco com terra e grama, dificultando a passagem e obrigando a família a andar entre veículos para chegar ao ponto.

Ela conta que empurra a cadeira de rodas do filho por cerca de 30 metros na rua devido à ausência de rampas, enfrentando o tráfego intenso e buzinas. Muitas vezes, é necessária a ajuda dos motoristas para atravessar com segurança.

A situação gera constante preocupação, especialmente porque possui outro filho com mobilidade reduzida que também usa o mesmo ponto de ônibus. Reclamações foram feitas à Administração Regional, mas até o momento não houve solução.

A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência exige que projetos urbanos, como pontos de ônibus e calçadas, sejam acessíveis a todos, sem barreiras físicas.

Posicionamento oficial

A Secretaria de Transporte e Mobilidade informa que a parada na QS 419 está conforme as normas e conta com rampa e piso tátil, porém manutenção do acesso não é responsabilidade da pasta, sendo função da Administração Regional. Também ressaltam não haver registros de reclamações no sistema da Ouvidoria.

A reportagem tentou contato com a Administração Regional de Samambaia e a Secretaria da Pessoa com Deficiência, mas não obteve resposta até a publicação, permanecendo aberta para futuras manifestações.

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