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Menina de 8 anos morre por infecção rara da ‘ameba comedora de cérebro’ nos EUA
Uma menina de 8 anos faleceu no último sábado (22) na Louisiana, Estados Unidos, depois de ser contaminada pela Naegleria fowleri, popularmente chamada de “ameba comedora de cérebro”. Lillian Smart, que havia completado oito anos um dia antes, provavelmente contraiu o organismo ao nadar no Lago Claiborne, conforme informações do Departamento de Saúde da Louisiana.
Essa ameba pode penetrar no corpo pelo nariz alcançando o cérebro, causando a meningoencefalite amebiana primária, uma infecção incomum e quase sempre letal. Segundo a emissora KNOE, Lillian foi levada ao hospital com febre, e logo depois apresentou visão dupla e outros sintomas. Inicialmente, os médicos suspeitaram de meningite bacteriana, mas posteriormente confirmaram a presença da Naegleria fowleri.
Os pais de Lillian pedem orações e deixaram uma mensagem na página “Love for Lillian” no Facebook: “Na noite passada, Lillian deixou os nossos braços para ir aos braços de Jesus. As lesões no cérebro dela foram graves demais para que seu pequeno corpo pudesse se recuperar.”
Autoridades da Louisiana, como o governador Jeff Landry e o senador John Kennedy, também lamentaram a perda nas redes sociais. Moradores de Ruston, cidade onde Lillian morava, lembram dela como uma criança feliz e cheia de sorriso.
De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), os sintomas iniciais geralmente aparecem cerca de cinco dias após a infecção e incluem dor de cabeça, febre, náuseas e vômitos. A doença progride rapidamente e pode causar rigidez na nuca, convulsões, coma e morte. Entre 1937 e 2025, foram registrados apenas 180 casos conhecidos nos Estados Unidos.
A Naegleria fowleri é encontrada principalmente em águas doces e quentes, como lagos, rios e lagoas. Para diminuir o risco de contágio, as autoridades recomendam evitar que a água entre pelo nariz ao nadar ou mergulhar e usar somente água destilada, estéril ou fervida em procedimentos de higiene nasal.
Os pais de Lillian afirmaram que buscarão força na fé e no apoio da comunidade para superar a tragédia: “Nossa base está em Jesus. Ele nos fortalecerá quando não tivermos mais forças.”

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