Economia
Mercado imobiliário tem queda em lançamentos e crescimento nas vendas no 2º trimestre
O setor imobiliário no Brasil apresentou redução nos lançamentos e aumento nas vendas durante o segundo trimestre, conforme dados divulgados nesta segunda-feira, 24, pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em parceria com a consultoria Brain Inteligência Estratégica. A análise abrange 221 cidades e inclui apenas imóveis residenciais.
Foram lançadas 107,2 mil unidades residenciais no segundo trimestre de 2026, representando uma diminuição de 1,3% em comparação com o mesmo período do ano anterior. No acumulado do primeiro semestre, os lançamentos totalizaram 211,6 mil unidades, o que indica uma leve queda de 0,3%.
Em contrapartida, as vendas de imóveis residenciais somaram 113,6 mil unidades no segundo trimestre, crescimento de 5,3% em relação ao ano anterior. No total do primeiro semestre, as vendas alcançaram 226,5 mil unidades, um aumento de 5,4%.
A diminuição nos lançamentos reflete o impacto dos juros elevados no setor. Entretanto, o aumento das vendas mostra que o mercado continua forte, conforme destacou o conselheiro da CBIC e economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci. “O mercado imobiliário está demonstrando grande resistência”, afirmou ele durante apresentação à imprensa.
O estoque de imóveis residenciais novos (incluindo unidades na planta, em construção e recém-concluídas) alcançou 335,3 mil unidades no final de junho, crescimento de 8,2% em relação ao ano anterior. Considerando a atual velocidade de vendas, esse estoque é suficiente para atender a demanda pelos próximos 9,5 meses.
Petrucci avaliou que a oferta final de imóveis está balanceada e o estoque está compatível e saudável em relação à média das vendas recentes.
Quanto ao valor movimentado, houve retração. Os projetos lançados no segundo trimestre têm um Valor Geral de Vendas (VGV) estimado em R$ 62,4 bilhões, queda de 23,6% na comparação anual. Já as vendas movimentaram R$ 66,2 bilhões, redução de 5,5%.
A CBIC atribui essa queda nos valores ao aumento da participação dos imóveis do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) no total de lançamentos e vendas, cujos imóveis possuem valores menores, baixando os números gerais. O preço médio dos imóveis lançados no segundo trimestre foi de R$ 581,9 mil, ante R$ 751,9 mil registrados no ano anterior.


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