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Mulher liderando ONU é reparação histórica, diz candidata equatoriana
A possível nomeação de uma mulher para liderar a Organização das Nações Unidas representaria uma reparação histórica, afirma a ex-chanceler do Equador, María Fernanda Espinosa, que disputa o cargo de secretária-geral.
Ex-ministra da Defesa, Espinosa expressou seu grande apreço pela ONU ao anunciar sua candidatura para liderar a organização.
Ela está na disputa com outras quatro pessoas, três delas mulheres, para assumir o cargo a partir de 2027.
Espinosa ressaltou que é chegada a hora de uma mulher comandar a ONU, e que essa escolha estaria alinhada não só à justiça histórica, mas também ao mérito, considerando experiência e conhecimento necessários.
“Não é justo que metade da população mundial seja excluída dessa oportunidade. Se buscamos verdadeira mudança e transformação, por que não permitir que uma mulher qualificada lidere a organização após 80 anos?”, afirmou.
Ela destacou a importância de perspectivas diversas em tempos difíceis. O mundo enfrenta novos conflitos desde a Segunda Guerra Mundial, e o momento atual inclui crises políticas e financeiras e críticas à ONU.
Espinosa, com 61 anos, reforçou que a ONU precisa se atualizar conforme os tempos atuais, não o contrário, e clamou por reformas mais ousadas que as propostas até agora pelo atual secretário-geral, António Guterres.
Uma liderança comprometida
A candidata propõe um sistema de alerta antecipado para identificar e prevenir conflitos antes que estalem, conforme detalhado em seu plano de ação apoiado por Antígua e Barbuda.
“O líder deve estar totalmente envolvido, ser enérgico, conhecer a organização e agir rapidamente para evitar crises”, disse.
Ela reconhece a dificuldade da tarefa, mas acredita que com liderança confiante e eficaz, a ONU pode encarar o século XXI com esperança e possibilidades.
Espinosa enfatiza que a transformação da ONU requer um esforço coletivo e um forte impulso político, não apenas alguém no comando.
Apesar das crescentes críticas ao multilateralismo, ela sustenta que a ONU permanece como a principal plataforma global para enfrentar desafios compartilhados pela humanidade.
Com ampla experiência na ONU, ela evita comparações com seus concorrentes: a chilena Michelle Bachelet, o argentino Rafael Grossi, a costarriquenha Rebeca Grynspan e o senegalês Macky Sall.

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