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Navio de cruzeiro com hantavírus volta a operar em junho após desinfecção

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O navio de cruzeiro MV Hondius, da empresa Oceanwide Expeditions, retomará suas atividades em junho após ser submetido a um rigoroso processo de desinfecção na Holanda devido a um surto de hantavírus a bordo. A embarcação teve quase uma dúzia de infectados e três óbitos relacionados à variante andina do vírus, e deve voltar a navegar no dia 13 de junho, conforme informado pela companhia.

O navio atracou no porto de Rotterdam, na Holanda, na manhã da última segunda-feira (18). Segundo a empresa, atualmente não há indivíduos com sintomas da doença nem entre os tripulantes que desembarcaram. Vinte membros da tripulação, junto a dois profissionais médicos do RIVM, o instituto nacional de saúde holandês, foram retirados da embarcação e levados para um centro especializado em quarentena. Outros cinco tripulantes permanecem a bordo e serão desembarcados posteriormente, seguindo todas as normas sanitárias vigentes.

A Oceanwide Expeditions contratou o Grupo EWS, especialista em descontaminação de navios, para executar a limpeza completa do MV Hondius. Essa operação empregará agentes como cloro e peróxido, com duração estimada entre três e quatro dias, sujeita às inspeções das autoridades de saúde. Conforme a companhia, essa equipe já esteve envolvida em desinfecções durante a pandemia de Covid-19 e garantiu que, após a conclusão do procedimento, a embarcação estará apta para operar com segurança.

Em função desse procedimento sanitário, duas viagens que estavam agendadas foram canceladas: os roteiros HDS02-26, programado de 29 de maio a 5 de junho, e HDS03-26, de 5 a 13 de junho. Os passageiros impactados receberam alternativas para remarcar suas viagens e orientações adicionais.

A Oceanwide Expeditions assegurou que todas as viagens que iniciam a partir de 13 de junho seguirão normalmente. O próximo embarque está marcado para partir de Longyearbyen, em Svalbard, para um cruzeiro de sete dias pelas ilhas ao redor do Polo Norte.

Também nesta segunda-feira, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou que o risco do hantavírus para a população em geral permanece baixo e não há indícios de um surto maior em andamento.

Mesmo assim, especialistas associados à OMS e ao Banco Mundial destacaram que o mundo ainda está mal preparado para futuras pandemias, ressaltando que os investimentos em prevenção, pesquisas e preparo sanitário global não têm acompanhado o aumento da frequência de novas epidemias infecciosas.

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