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Nobel de Medicina 2026 reconhece avanços na optogenética
O Prêmio Nobel de Medicina 2026 foi atribuído nesta segunda-feira (5) a um pesquisador dos Estados Unidos e a dois pesquisadores alemães pelo seu trabalho inovador na área da optogenética, uma técnica que possibilita entender como certas células influenciam processos como aprendizado, medo, dependência e movimento.
As investigações do psiquiatra e neurologista Karl Deisseroth, dos EUA, e de seus colegas alemães Peter Hegemann e Georg Nagel podem resultar futuramente em tratamentos para distúrbios neurológicos e sensoriais, como Parkinson e epilepsia.
Segundo o Comitê do Nobel, que se reuniu em Estocolmo, “a optogenética permitiu aos cientistas identificar os circuitos neurais ligados a memórias, emoções e comportamentos específicos associados a doenças neurológicas e psiquiátricas”.
Na prática clínica, essa técnica tem sido aplicada para tentar restaurar a visão em pacientes com deficiências visuais.
O comitê ressaltou que “a optogenética mudou profundamente nossa compreensão do cérebro. Descobertas diárias ajudam a revelar um dos maiores mistérios da humanidade: o funcionamento do nosso cérebro extraordinário”.
Os premiados receberão um certificado, uma medalha de ouro e um prêmio de 1,2 milhão de dólares (equivalente a 6,3 milhões de reais na cotação atual) das mãos do rei Carlos XVI Gustavo, durante a cerimônia oficial em Estocolmo, marcada para 10 de dezembro.


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