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Nova York adia fechamento da controversa prisão de Rikers
O fechamento da prisão de Rikers Island, em Nova York, não acontecerá em 2027 como estava planejado, frustrando ativistas que denunciam há anos as condições precárias e violentas do local.
Desde sua inauguração em 1932, a prisão recebeu detentos famosos como Mark David Chapman, condenado pelo assassinato de John Lennon, o rapper Tupac Shakur e o músico dos Sex Pistols, Sid Vicious.
O encerramento do funcionamento da prisão foi prometido pelo ex-prefeito Bill de Blasio (2014-2021) como meio de combater a falta de pessoal, o uso generalizado de drogas e o desgaste das instalações. A ideia é substituir o complexo por unidades menores, porém houve atrasos na construção dessas novas unidades.
O atual prefeito, Zohran Mamdani, eleito este ano, apoia o fechamento o quanto antes, mas reconheceu que o prazo de 2027 não será alcançado.
“Essa mudança não é apenas trocar um prédio por outro, mas sim uma transformação completa do sistema de justiça antes do julgamento”, afirmou Dana Kaplan, responsável pela supervisão das obras.
Localizada no East River, entre os distritos do Bronx e Queens, a prisão abriga principalmente pessoas aguardando julgamento, entre eles, o produtor de Hollywood Harvey Weinstein.
Lauren Stossel, ex-psiquiatra da prisão e membro da Junta Correcional de Nova York, órgão independente que fiscaliza o sistema prisional da cidade, declarou que as condições continuam muito ruins e a violência está fora de controle.
Recentemente, três agentes penitenciários ficaram feridos após um ataque de um interno.
Há manifestações pelo fechamento de Rikers desde os anos 1960, mas a mobilização ganhou força na década de 2010 com campanhas de familiares e ex-detentos.
Darren Mack, ex-detento e cofundador da organização Freedom Agenda, ressaltou o “alto custo humano e financeiro” da prisão. Segundo o Vera Institute of Justice, que defende o fechamento de Rikers, 48 pessoas morreram nos presídios da cidade entre 2022 e 2025.
O orçamento anual para operar Rikers é da ordem de 3 bilhões de dólares (cerca de 15 bilhões de reais).
Enquanto o fechamento não acontece, ativistas e autoridades cobram reparos básicos, melhores programas sociais e educacionais, além da diminuição da população carcerária que já ultrapassa 6.500 detentos.

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