Conecte Conosco

Economia

OpenAI seleciona duas instituições brasileiras para projetos com inteligência artificial

Publicado

em

O Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) e o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP foram escolhidos entre 14 instituições globalmente pela OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT, para participar de um estudo que visa explorar como a inteligência artificial pode alavancar novos negócios.

A seleção inclui entidades dos Estados Unidos, União Europeia, Singapura e Coreia do Sul. A OpenAI tem como objetivo desenvolver soluções inovadoras com a expansão da IA.

O Brasil destaca-se como um mercado estratégico para a empresa liderada por Sam Altman, pois o ChatGPT conta com 50 milhões de usuários mensais no país, o terceiro maior mercado no mundo.

O IMPA vai liderar o projeto chamado “Construindo pesquisa científica resiliente na Era da Inteligência”. Esta iniciativa analisará as necessidades das instituições de pesquisa para transformar o acesso à inteligência artificial em progresso científico.

Com o apoio de matemáticos, serão avaliados aspectos como capacidade computacional, infraestrutura local e custos. O projeto espera entregar um modelo replicável para mensuração de custos, diretrizes para o uso responsável da IA na matemática e um relatório público sobre direitos relativos à IA e modelos descentralizados de descoberta científica. Os primeiros resultados são esperados para 2027.

Marcelo Viana, diretor-geral do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada, destacou que o objetivo é compreender quais recursos, conhecimentos e estruturas permitem que pesquisadores concretizem avanços científicos significativos na matemática e suas aplicações.

O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP desenvolverá o projeto “Infraestrutura clínica de IA centrada nas pessoas para hospitais públicos”. O propósito é criar um protótipo de infraestrutura para organizar informações clínicas no Sistema Único de Saúde (SUS).

Os pesquisadores investigarão a capacidade da IA para reduzir a fragmentação das informações médicas e otimizar os processos clínicos.

– A fragmentação dos dados clínicos representa um desafio relevante para o sistema de saúde — afirmou Ludhmila Abrahão Hajjar, professora da Disciplina de Emergências Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

Clique aqui para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe um Comentário

Copyright © 2026 - Todos os Direitos Reservados