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Papa critica eutanásia e destaca combate a abusos na Igreja
Papa Leão XIV afirmou neste domingo (27) que não é aceitável considerar a eutanásia e o suicídio assistido como algo normal, e chamou os bispos franceses a continuarem firmes no trabalho de prevenção e reparação das agressões sexuais contra menores na Igreja Católica.
Após longos debates, o Parlamento da França aprovou em julho a eutanásia e o suicídio assistido para pacientes com doenças incuráveis, gerando oposição da Igreja, que vê nisso uma ruptura profunda dos valores humanos.
O pontífice destacou que “não é moral acabar com a vida, mesmo que seja permitido por lei”, ressaltando que a dignidade humana deve ser sempre protegida independentemente das leis humanas.
Em seu discurso no Santuário de Nossa Senhora de Lourdes, um centro tradicional de devoção católica conhecido por supostos milagres de cura, o papa destacou a importância dos fiéis como “o coração pulsante de nossa humanidade e um tesouro precioso para a Igreja”.
Além disso, Leão XIV reforçou a necessidade de os bispos franceses manterem o empenho no enfrentamento e reparação das agressões sexuais contra menores, destacando o compromisso da Igreja em continuar vigilante nessa luta dolorosa.
Para acolher as vítimas, a diocese de Lourdes decidiu cobrir os mosaicos da fachada de uma basílica associados a um padre acusado de abusos, facilitando o retorno das vítimas ao local.
No final do dia, o papa se reuniu com sete vítimas dessas agressões para ouvir seus relatos e oferecer apoio.
O pontífice planeja encerrar sua visita em Metz, na segunda-feira, com um discurso focado na paz e na importância da união europeia.

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