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Procuradoria da Bolívia investiga ex-presidente Morales por homicídio em operação policial de 2009
A Procuradoria da Bolívia anunciou nesta segunda-feira (12) o início de uma investigação contra o ex-presidente Evo Morales pelos supostos crimes de homicídio e tortura relacionados a uma intervenção policial ocorrida em 2009, que resultou na morte de três europeus.
Há 17 anos, uma força policial entrou em um hotel na cidade de Santa Cruz, no leste do país, e matou a tiros o boliviano-croata Eduardo Rózsa Flores, o irlandês Michael Dwyer e o húngaro-romeno Arpad Magyarosi.
Dois outros envolvidos, Mario Tadic (boliviano-croata) e Elöd Tóásó (húngaro), sobreviveram e relataram terem sofrido torturas após serem presos.
Na época, o governo de Morales alegou que o grupo liderado por Rózsa Flores planejava promover um movimento separatista, financiado pela elite econômica conservadora de Santa Cruz.
O procurador-geral interino, José Armando Urioste, divulgou a nova investigação uma semana após ser nomeado pelo Congresso, sucedendo o ex-procurador Roger Mariaca, que está detido por acusações de narcotráfico e lavagem de dinheiro.
Em documento enviado ao Tribunal Supremo de Justiça, Urioste comunicou o início da fase de coleta de provas contra Morales e seu ex-vice-presidente Alvaro García Linera, pela suspeita de homicídio, tortura e privação ilegal de liberdade.
Esta ação decorre de uma denúncia feita pelos parlamentares de direita Tomasa Yarhui e Rodrigo Antonio. Conforme confirmado à AFP, trata-se do caso conhecido como “Hotel Las Américas”.

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