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PSOL denuncia Mário Frias no Conselho de Ética por suspeita de rachadinha

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O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) apresentou nesta segunda-feira uma queixa formal ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados contra o deputado federal Mário Frias (PL-SP), acusando-o de envolvimento em prática ilegal conhecida como rachadinha, que consiste na devolução de parte dos salários por parte de servidores de seu gabinete. O pedido inclui a abertura de um processo disciplinar e a possível cassação do mandato do parlamentar. Até o momento, Mário Frias não se pronunciou sobre as acusações.

A denúncia tem como base as declarações da ex-assessora Gardênia Moraes, que revelou ter sido obrigada a repassar uma parcela de sua remuneração enquanto trabalhava para o deputado. As informações foram inicialmente divulgadas pelo portal g1.

No documento protocolado, o PSOL acusa Mário Frias de comprometer a integridade do cargo para o qual foi eleito e de utilizar suas prerrogativas para atos ilegais e irregulares.

Documentos, incluindo extratos bancários, comprovantes de transferências via Pix e papeladas financeiras, indicam que a prática da rachadinha ocorreu no gabinete do deputado entre fevereiro de 2023 e março de 2024.

Segundo relatos e provas apresentadas, Gardênia Moraes repassava parte de seu salário para pessoas ligadas a Mário Frias e ao ex-chefe de gabinete Raphael Azevedo por meio de diversas formas de pagamento, como Pix, transferências bancárias e até pagamentos de faturas de cartão de crédito.

Além disso, constam cinco empréstimos realizados pela ex-assessora, totalizando R$ 174.886. Conforme exposto por Gardênia, apenas um dos empréstimos, no valor de R$ 35 mil, foi destinado a despesas pessoais, enquanto os demais teriam sido solicitados pelo deputado e pelo ex-chefe de gabinete para cobrir dívidas da campanha eleitoral de 2022.

O documento enfatiza que os atos descritos configuram graves violações dos princípios éticos que devem nortear o mandato parlamentar e que as condutas atribuídas a Mário Frias atentam contra a moralidade pública e a dignidade da função pública.

“A manutenção de Mário Frias como parlamentar na Câmara dos Deputados é insustentável e traz vergonha para a instituição”, destaca a representação.

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