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Queda no petróleo com possível liberação extra pela AIE
Os preços do petróleo sofreram uma diminuição nesta quarta-feira (7), após os países membros da Agência Internacional de Energia (AIE) demonstrarem disposição para disponibilizar mais reservas estratégicas de petróleo, incluindo o diesel.
Mesmo após uma alta durante grande parte do dia, o barril de Brent do Mar do Norte, com entrega prevista para dezembro, finalizou com queda de 0,38%, a 100,20 dólares. Seu equivalente americano, o West Texas Intermediate (WTI), para entrega em novembro, teve uma queda de 1,30%, ficando a 88,28 dólares.
Até o momento, foram liberados aproximadamente 325 milhões de barris dos 400 milhões prometidos pelos 32 países da AIE em março, como forma de compensar as interrupções no fornecimento causadas pelo conflito no Oriente Médio.
Na sexta-feira anterior, o G7 já havia anunciado uma liberação coordenada de 100 milhões de barris através da AIE, com início imediato.
Robert Yawger, analista da Mizuho USA, comentou à AFP que “não há novidades: os países membros não estão acrescentando novos barris além do que foi acordado no começo do ano”. Ele acrescentou que essa decisão ainda é o principal motivo da queda dos preços.
A AIE destacou que seus membros também apoiam a prioridade na liberação das reservas de diesel, sempre que possível, devido às tensões atuais no mercado, que são mais intensas do que no mercado de petróleo bruto.
No entanto, Yawger acredita que, por enquanto, a maior parte dos volumes liberados será de petróleo bruto e não de diesel.
Se os preços não caírem significativamente antes das eleições de meio de mandato em novembro nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump poderia considerar novamente a proibição das exportações de diesel para reduzir seu custo internamente, segundo análise de Arne Lohmann Rasmussen, da Global Risk Management.
Essa medida teria o objetivo de manter o poder de compra das famílias americanas durante o pleito, mas poderia elevar os preços para os países que importam o combustível.
Os operadores também estão atentos à situação no Oriente Médio, onde ameaças contínuas impactam a oferta, de acordo com analistas do ING. A agência britânica de segurança marítima UKMTO registrou, em outubro, aproximadamente dez ataques a navios na região do Estreito de Ormuz.


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