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Romeu Zema critica escala 6×1 e diz que brasileiros ainda acreditam nela

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O pré-candidato do Partido Novo à Presidência e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, afirmou que “infelizmente o brasileiro ainda acredita” em propostas como a PEC para extinguir a escala de trabalho 6×1. A fala aconteceu na segunda-feira (22) durante o evento “A indústria na agenda dos presidenciáveis”, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília.

Romeu Zema ressaltou que a produtividade é fundamental para o crescimento econômico e criticou a ideia de soluções rápidas vindas de Brasília que prometem melhorias sem fundamentação, como no caso da escala 6×1. Ele acusou o governo federal de “criminalizar o setor produtivo”.

O ex-governador defendeu uma CLT opcional com regime de trabalho por hora, propondo uma flexibilização semelhante à liberdade na escolha do regime de casamento, onde há diferentes opções legais. Segundo ele, a CLT atual é única e limitada, e é necessário avançar nas reformas trabalhistas.

Romeu Zema também mencionou que a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) foi um parceiro fundamental em seu governo, diferente do atual cenário nacional que ele classificou como hostil ao setor produtivo.

Além disso, destacou a importância de reduzir a taxa de juros, revisar programas sociais e realizar reformas administrativa e da Previdência. Ele afirmou que quem investiu e contraiu dívidas está na pior situação, e que os juros altos representam grande obstáculo ao desenvolvimento.

Defendeu ainda uma reforma da Previdência compatível com o aumento da expectativa de vida, alegando que os números financeiros não estão equilibrados, e criticou o uso indevido dos auxílios governamentais, sugerindo que quem recusa ofertas de emprego formal não deveria ter direito a assistências.

Romeu Zema pediu um “choque contra a criminalidade” e contra a “gastança” do governo atual, além de um choque de moralidade e ética. Ele destacou que seu governo não teve envolvimento com corrupção ou escândalos e negou ter relações com banqueiros corruptos.

Defendeu também a privatização ampla das estatais, alegando que muitas delas são usadas para interesses políticos e não para benefício da população. Afirmou o compromisso de privatizar todas as empresas estatais possíveis para usar os recursos obtidos no abatimento da dívida pública.

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