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Senador quer tornar ‘persona non grata’ o amigo de Trump que ofendeu brasileiras
Nelsinho Trad, presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, anunciou neste sábado, dia 25, que encaminhará um pedido ao colegiado para classificar Paolo Zampolli como persona non grata no Brasil. Paolo Zampolli, amigo do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ocupa a posição de enviado especial para assuntos globais do governo americano.
Em uma entrevista recente, Zampolli proferiu declarações depreciativas sobre as mulheres brasileiras, chamando-as de “prostitutas”, além de qualificá-las como uma “raça maldita” e afirmando que são “programadas para causar confusão”.
Trad declarou: “Vou apresentar uma proposta para que nosso colegiado aprove a classificação dele como persona non grata em território brasileiro, exigindo também um pedido formal de desculpas. Essa situação é totalmente inaceitável”.
O termo em latim persona non grata significa “pessoa não bem-vinda” e é utilizado na diplomacia para indicar que um representante estrangeiro é indesejado em determinado país.
Zampolli foi casado por aproximadamente 20 anos com a modelo brasileira Amanda Ungaro, com quem tem um filho de 15 anos. Amanda, que foi deportada em outubro do ano passado após viver 23 anos nos Estados Unidos, foi detida pelo Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira dos EUA (ICE). Ela afirma que a deportação foi influenciada por Zampolli, em meio a uma disputa pela guarda do filho. A modelo também acusa o ex-marido de violência doméstica e abuso sexual.

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