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Sete mortos após ataques aéreos em Gaza

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Os ataques aéreos realizados por Israel na Faixa de Gaza resultaram na morte de pelo menos sete pessoas neste sábado (1º), além de causar sérios danos a depósitos de suprimentos médicos em um hospital, segundo informações de autoridades locais e instituições de saúde.

O Exército de Israel declarou ter destruído cinco depósitos de armas do Hamas na região durante a noite de sexta-feira (31). Um desses depósitos estava localizado próximo ao Hospital Mártires de Al Aqsa e, conforme comunicado oficial, era usado como esconderijo por membros do Hamas.

Esses incidentes aconteceram logo após a divulgação de um acordo para encerrar o conflito, anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e posteriormente pelo grupo palestino Hamas, embora Israel ainda não tenha confirmado o acordo oficialmente.

Conforme o acordo, as operações militares seriam suspensas e o Exército israelense realizaria uma retirada gradual, em troca do desarmamento do movimento islamista.

Mahmoud Basal, porta-voz da Defesa Civil de Gaza, afirmou à AFP que sete pessoas perderam a vida e várias ficaram feridas em ataques registrados na Faixa de Gaza desde o início do sábado.

Dois desses mortos e diversos feridos ocorreram em um bombardeio de caças israelenses que atingiu um terraço na parte sudoeste da Cidade de Gaza, de acordo com o Hospital Al Shifa.

Em Deir al Balah, região central da Faixa de Gaza, outro ataque resultou em uma vítima fatal, conforme informou o Hospital Al Aqsa, que recebeu o corpo. O Exército israelense afirmou ter atingido um membro do Hamas nesse incidente.

Um terceiro ataque foi direcionado a um depósito de suprimentos médicos do Hospital Al Aqsa, causando a morte de duas pessoas, ferimentos em vários outros e danos consideráveis às instalações, conforme dados da Defesa Civil.

O Ministério da Saúde palestino condenou veementemente a ação, classificando-a como um crime grave cometido pelas forças de ocupação israelenses. Informou ainda que dois dos quatro depósitos de medicamentos foram destruídos e os demais sofreram danos significativos.

Imagens captadas pela AFP mostram uma grande cratera no solo ao lado do local, onde dezenas de palestinos procuram entre os suprimentos médicos espalhados pela explosão.

Desde outubro, pelo menos 1.222 palestinos perderam a vida na Faixa de Gaza. Esses números são fornecidos pelo Ministério da Saúde do território e são considerados confiáveis pela ONU.

As restrições às mídias e o acesso controlado dificultam a verificação independente dessas informações e a cobertura livre da violência na região.

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