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STF avaliará importância penal de áudio entre Flávio e Vorcaro
Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estão analisando em sigilo os próximos passos sobre o áudio divulgado pelo site Intercept e confirmado pelo Globo, no qual o senador Flávio Bolsonaro solicita apoio financeiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para a produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
De acordo com membros da Corte, a decisão dependerá da investigação em curso feita pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR) acerca do conteúdo do áudio.
Entre as questões discutidas está se as conversas revelam apenas uma relação privada financeira ligada à produção do filme “Dark Horse” ou se existe alguma implicação penal dentro da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes bilionárias, corrupção, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro.
Ministros destacam que a presença das mensagens em dispositivos apreendidos pela PF não significa necessariamente a abertura de uma nova investigação formal. Será necessário definir se o conteúdo tem ligação jurídica com os fatos já investigados ou se trata apenas de uma negociação paralela sem aspectos criminosos.
Nos bastidores, membros da PGR e investigadores ainda estão avaliando o contexto das conversas, as possíveis consequências e qual seria a categorização jurídica adequada para o material. Até o momento, conforme informam auxiliares da Corte, não houve envio oficial ao STF de solicitações específicas relacionadas ao áudio divulgado.
O áudio mostra Flávio Bolsonaro pedindo ajuda financeira a Daniel Vorcaro para evitar atrasos na finalização do filme que retrata a campanha presidencial de 2018 de Jair Bolsonaro. Investigadores informam que esse áudio faz parte dos arquivos recolhidos pela PF durante a apuração da Compliance Zero.
Em uma das partes do áudio, datada de 16 de novembro de 2025, um dia antes da primeira prisão de Vorcaro na investigação, Flávio diz: “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”
Em declaração oficial, o senador admitiu o acordo financeiro para a produção do filme e as cobranças feitas, ressaltando que conheceu Vorcaro apenas em dezembro de 2024, quando não haviam acusações ou suspeitas públicas contra o banqueiro, e que o contato foi retomado depois devido a atrasos nas parcelas de patrocínio para concluir o filme.

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