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Sudene acompanha obras da Transnordestina no Ceará

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Uma equipe da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) realizou uma visita técnica a trechos importantes da Ferrovia Transnordestina no Ceará para monitorar o progresso das obras e analisar o desenvolvimento do projeto. A visita contemplou inspeções nos lotes MVP 05, em Senador Pompeu, e MVP 11, em Caucaia, além de voos sobre áreas em trabalho em municípios como Quixeramobim, Quixadá, Itapiúna, Aracoiaba e Maranguape.

Com cerca de 1,2 mil quilômetros, a ferrovia foi planejada para conectar o interior do Nordeste a portos estratégicos da região, visando diminuir custos logísticos, aumentar a competitividade da produção e dinamizar setores como agronegócio, mineração e indústria.

Durante a inspeção, os técnicos acompanharam o andamento das obras, conferiram as frentes de serviço e analisaram o progresso em etapas como terraplenagem, construções e implantação da via permanente. Os voos permitiram uma visão ampla da interligação entre os trechos e dos desafios logísticos ainda existentes.

Representando o superintendente da Sudene, o diretor de Promoção do Desenvolvimento Sustentável, José Farias, destacou a importância da autarquia no projeto. Ele afirmou que a ação envolve financiamento, participação societária e acompanhamento técnico, focando o alinhamento com estratégias de desenvolvimento regional.

A Sudene colabora para viabilizar a ferrovia via o Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), principal fonte de financiamento a longo prazo para grandes obras na região. A previsão é investir R$ 7,4 bilhões até 2027, dos quais R$ 6,5 bilhões já foram liberados, incluindo recursos do antigo Finor. A autarquia também participa da governança da ferrovia como acionista da Transnordestina Logística S.A. (TLSA), empresa responsável pelas obras.

Segundo a concessionária, aproximadamente 81% da ferrovia está concluída, restando cerca de 326 quilômetros para finalização. Um trecho de 580 quilômetros está pronto e em fase de testes para transporte experimental de cargas como grãos, sorgo e calcário.

Considerada vital para reorganizar a logística no Nordeste, a Transnordestina é vista como um corredor que conecta áreas produtoras do semiárido aos portos de exportação, diminuindo a dependência dos modais tradicionais de transporte.

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