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Suspeito de atirar contra cerimônia de gala com a presença de Trump aparece à Justiça
O homem armado suspeito de invadir o jantar de gala da imprensa com a presença do presidente Donald Trump compareceu à Justiça nesta segunda-feira (26) para responder pela acusação de ataque a tiros, em mais um caso de violência política nos Estados Unidos, um país profundamente dividido.
Autoridades afirmaram que o suspeito, um homem da Califórnia, aparentemente pretendia matar Trump e altos funcionários do governo durante o evento realizado na noite de sábado em um hotel de Washington, marcando a terceira tentativa de assassinato contra o presidente em dois anos.
A identidade do suspeito não foi oficialmente divulgada, mas a imprensa americana o identificou como Cole Tomas Allen, 31 anos, natural de Torrance, Califórnia.
Trump, que foi rapidamente retirado do local por agentes do Serviço Secreto, divulgou imagens das câmeras de segurança mostrando o homem armado tentando ultrapassar um posto de segurança um andar acima do salão onde ocorria o jantar.
Depois de breve troca de tiros com agentes do Serviço Secreto, o suspeito foi detido. Trump publicou fotos do homem algemado sobre o carpete do hotel, sem camisa e deitado de bruços.
Em entrevista no programa “60 Minutes” da CBS, exibida na noite de domingo, Trump foi questionado se temeu por vítimas no ataque.
“Eu não estava preocupado. Entendo a vida. Vivemos em um mundo louco”, disse Trump.
No domingo, o procurador-geral interino dos EUA, Tom Blanche, declarou à CBS que o suspeito não estava “cooperando ativamente” e que acusações formais seriam apresentadas em tribunal federale em Washington na manhã seguinte.
Blanche explicou que, segundo informações preliminares, o alvo eram membros do governo. Confirmou também que o suspeito, armado com uma espingarda, uma pistola e uma faca, estava hospedado no Washington Hilton, local do jantar de gala da Associação de Correspondentes da Casa Branca.
Trump comentou que o suspeito escreveu um manifesto “anticristão” e o descreveu como alguém com problemas mentais. Familiares do homem haviam realizado queixas às autoridades.
Durante o jantar, estiveram presentes Trump, a primeira-dama Melania Trump, o vice-presidente JD Vance, membros do gabinete e congressistas, além de convidados.
Trump relatou que inicialmente achou que os sons vindos do hotel fossem barulho de uma bandeja caindo, até perceber que eram tiros.
O presidente afirmou que acredita que o suspeito agiu sozinho. Um agente de segurança foi baleado, mas protegido pelo colete à prova de balas e não sofreu ferimentos graves.
Comentou ainda que o hotel não era um local especialmente seguro, levantando questionamentos sobre os protocolos de segurança adotados.
Histórico de atentados contra Trump
Trump foi alvo de uma tentativa de assassinato durante um comício em Butler, Pensilvânia, em 2024, quando um homem armado efetuou tiros que mataram um espectador e feriram levemente o presidente.
Meses depois, outro homem foi detido após um agente do Serviço Secreto observar o cano de um rifle próximo ao campo de golfe onde Trump estava.
O Washington Hilton, local do jantar de sábado, é também onde o presidente republicano Ronald Reagan sofreu atentado em 1981.
Trump mencionou que esses incidentes reforçam a necessidade do novo salão de baile ao lado da Casa Branca, projeto enfrentando desafios legais, para garantir maior segurança.
O ocorrido aconteceu pouco antes de uma visita oficial de quatro dias a Washington do rei Carlos III e da rainha Camila.

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