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Trump na ONU enfrenta tensão com Irã
A Assembleia Geral da ONU iniciou nesta terça-feira (22) com a presença do presidente Donald Trump, conhecido por críticas duras à instituição, que ele considera ineficaz na solução de conflitos internacionais. Atualmente, ele se vê envolvido em uma crise com o Irã.
No discurso do ano anterior, Trump fez um ataque direto à ONU, acusando-a de inatividade enquanto destacava ter encerrado sete conflitos em poucos meses.
Logo ao chegar, Trump se mostrou irritado com um problema técnico na sede da ONU em Nova York e criticou as políticas migratórias da Europa, além de negar as mudanças climáticas, chamando-as de “a maior farsa” da história.
Desta vez, Trump discursou enquanto enfrenta o conflito iniciado junto com Israel contra o Irã desde fevereiro. A escalada da guerra tem impactado o fornecimento mundial de petróleo e gás, afetando a economia global.
O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, que foi o primeiro a falar, aproveitou para pedir que Donald Trump não interfira nas eleições do Brasil. Lula, do PT, tenta a reeleição contra Flávio Bolsonaro, do PL, aliado de Trump. As pesquisas indicam uma disputa muito acirrada entre os dois para o segundo turno.
No cenário interno dos EUA, Trump enfrenta impopularidade crescente, em parte causada pelo aumento do custo de vida, pouco antes das eleições de meio de mandato.
Além disso, está prevista uma reunião com o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, enquanto o conflito com a Rússia se intensifica. Zelensky qualificou a guerra como “ridícula e sem fim” e pediu seu encerramento.
Por outro lado, o secretário-geral da ONU, António Guterres, que encerrará seu segundo mandato em dezembro, também apontou a incapacidade da organização em resolver os grandes conflitos atuais. Ele afirmou que a situação na Ucrânia e no Oriente Médio piora diariamente e declarou sentir-se sem poder para alterar o quadro.
Além disso, Guterres deve abordar a importância da coordenação global em relação à inteligência artificial, motivado por recentes incidentes e alertas de líderes do setor, reforçando a necessidade de cooperação internacional em novas questões de segurança.

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