Mundo
Trump pressiona por paz e ameaça Irã com bombardeios
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aumentou a pressão para alcançar um acordo de paz ao ameaçar o Irã com novos bombardeios nesta quarta-feira (6). Isso ocorre mesmo após ter anunciado a suspensão de um plano para escoltar navios pelo Estreito de Ormuz, uma rota estratégica que o Irã controla desde o início da guerra em 28 de fevereiro.
Trump indicou que a operação americana no local, conhecida como “Projeto Liberdade”, será pausada temporariamente após pedidos do Paquistão e de outros países, mas o bloqueio aos portos iranianos permanece.
No entanto, ele enfatizou que, caso não se alcance um acordo, os ataques irão recomeçar com maior intensidade.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que está avaliando a proposta dos EUA para encerrar o conflito. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, mediador das negociações, expressou esperança para um acordo duradouro que assegure paz e estabilidade na região.
Fontes americanas informaram que ambas as partes estão perto de firmar um memorando para iniciar negociações de trinta dias, possivelmente em Genebra ou Islamabad.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, reuniu-se com seu homólogo chinês, Wang Yi, para discutir as negociações em andamento.
Enquanto isso, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, pediu que a China pressione o Irã a suspender o bloqueio no Estreito de Ormuz, destacando o isolamento global do Irã.
Moradores de Teerã demonstram preocupação com a situação atual e a possibilidade de acordo, ressaltando o sofrimento do povo e a pressão psicológica causada pelo conflito.
Os preços do petróleo caíram significativamente, refletindo expectativas de fim do conflito.
Em paralelo, os Estados Unidos e países do Golfo preparam uma resolução para a ONU que exige o fim dos ataques iranianos e a retirada das minas no estreito, com votação prevista nos próximos dias.
No Líbano, os confrontos entre Israel e o grupo Hezbollah continuam, apesar do cessar-fogo. Bombardeios e ataques resultaram em vítimas e destruição.
O chefe do Estado-Maior do Exército israelense, Eyal Zamir, visitou as tropas no sul do Líbano e afirmou a intenção de continuar desmantelando e enfraquecendo o Hezbollah sempre que possível.

Você precisa estar logado para postar um comentário Login