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Trump reduz exercícios militares com Coreia do Sul
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo (16) que diminuirá significativamente a participação americana nos exercícios militares conjuntos com a tradicional aliada Coreia do Sul, motivado pela sua relação positiva com o líder norte-coreano Kim Jong Un.
Trump criticou em sua plataforma Truth Social os exercícios, afirmando que são não só custosos, mas também enviam uma mensagem inadequada e hostil à Coreia do Norte, que tem se mostrado respeitosa e não ameaçadora desde seu retorno ao poder em 2025.
As manobras militares chamadas “Escudo da Liberdade Ulchi” estavam previstas para iniciar nesta segunda-feira (17) e durar 11 dias. Esses exercícios são parte do treinamento conjunto para fortalecer a defesa contra a Coreia do Norte, país que possui armamento nuclear.
Na véspera, Trump compartilhou na Truth Social uma foto ao lado de Kim Jong Un durante um encontro de 2019, em seu primeiro mandato presidencial.
“Baseando-me na minha boa relação com Kim Jong Un, da Coreia do Norte, não estou satisfeito com o fato de que os Estados Unidos tenham concordado, há muito tempo, participar dos exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul”, declarou o presidente neste domingo.
Ele adicionou que já era tarde para cancelar a participação dos EUA, então instruiu o secretário de Defesa, Pete Hegseth, a reduzir consideravelmente o envolvimento americano.
Apesar do anúncio de Trump, o Ministério da Defesa da Coreia do Sul informou nesta segunda-feira que os exercícios acontecerão conforme o planejado.
“Seguiremos conforme informado e programado previamente”, afirmou um porta-voz do ministério ao comentar sobre a declaração do presidente dos EUA.
A Coreia do Norte criticou na quinta-feira os exercícios militares conjuntos entre Washington e Seul, indicando que poderá reagir com medidas de dissuasão mais fortes.
Pyongyang encara esses exercícios como um ensaio para uma invasão e, em demonstração de protesto, lançou um míssil balístico sobre o mar do Japão.
Os Estados Unidos mantêm cerca de 28.500 soldados estacionados na Coreia do Sul para reforçar a defesa do país diante das ameaças militares de Pyongyang.
As duas Coreias encerraram a Guerra da Coreia (1950-1953) com um armistício, sem um tratado formal de paz entre elas.
Trump tem questionado as alianças militares tradicionais dos Estados Unidos, começando pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
O presidente também reprova aliados ocidentais que se negam a apoiar sua campanha contra o Irã, que já dura seis meses sem progresso para um acordo diplomático.
Nesse cenário, Trump também criticou a Coreia do Sul neste domingo, dizendo que recentemente perguntou ao presidente sul-coreano se eles gostariam de colaborar na desnuclearização da República Islâmica do Irã, e receberam uma recusa formal: “Não, obrigado!”, relatou ele em sua postagem.

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