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UE criará novos recursos para frear aumento das exportações chinesas
Os líderes da União Europeia (UE) concordaram nesta quinta-feira (18) que o bloco deve implementar medidas comerciais mais eficazes para conter o crescimento das exportações da China, ao mesmo tempo em que busca manter um “diálogo construtivo” com Pequim.
Há um consenso crescente sobre a dependência excessiva da UE em relação à China, e Bruxelas preocupa-se que isso a deixe exposta a potenciais pressões e interrupções nas cadeias de suprimentos.
O déficit comercial em bens do bloco de 27 países atingiu cerca de € 360 bilhões (R$ 2,12 trilhões) no ano anterior, evidenciando que as vendas chinesas superaram significativamente as da UE.
Durante uma reunião de duas horas em Bruxelas, os líderes europeus debateram formas de corrigir esse desequilíbrio e consideraram se seria necessário fortalecer seu conjunto de ferramentas comerciais.
Após as discussões, na madrugada de sexta-feira, um representante da UE informou que os líderes instruíram a Comissão Europeia a manter “um diálogo construtivo” com seus principais parceiros econômicos, sem referência direta à China. Também solicitaram que o órgão executivo “desenvolva e, no momento apropriado, complemente o conjunto de ferramentas disponíveis para a defesa comercial”.
Além disso, os líderes enfatizaram a importância de garantir que a UE disponha “de todos os instrumentos necessários para proteger seus interesses e minimizar riscos”.
Embora as capitais da UE concordem quanto ao diagnóstico da situação, divergem nas soluções, e vários líderes destacaram a necessidade de priorizar o diálogo.
O chefe de governo espanhol, Pedro Sánchez, adotou uma postura mais conciliadora que seus pares antes da reunião: “É fundamental termos parceiros, construir relações equilibradas, sermos pragmáticos e estabelecer pontes, tanto com grandes economias que podem ser aliados, como a China, quanto com parceiros tradicionais, como os Estados Unidos.”


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