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Wagner desafia opositores a provarem investigações antes de ação da PF

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O senador Jaques Wagner (PT-BA) provocou seus adversários a apresentarem provas de investigações contra ele relacionadas ao caso Master, dias antes de uma operação da Polícia Federal (PF) em sua residência. Em uma publicação nas redes sociais, Wagner compartilhou um vídeo com uma fala feita no Congresso, onde desmente quaisquer acusações e afirma que a verdade prevalecerá.

No vídeo, o parlamentar declara: “Já desafiei muitos a me mostrarem alguma investigação da Federal que tenha encontrado algo a respeito da minha conduta e do ex-governador Rui Costa”.

A PF indicou que Wagner foi o principal beneficiário de vantagens ilícitas fornecidas por membros do Banco Master. Entre os favores, estão o pagamento de um apartamento avaliado em R$ 2,45 milhões em Salvador, o uso de aeronaves associadas ao banco e ingressos para um show internacional na Califórnia que custaram R$ 63,3 mil.

Como líder do governo no Senado, Wagner sempre negou qualquer envolvimento com as irregularidades do Banco Master, que ele mesmo chamou de “falcatruas” em fevereiro deste ano.

O vínculo do senador com o Banco Master ocorre por meio do empresário baiano Augusto Lima, ex-sócio da instituição financeira, que também foi alvo da operação.

A PF interceptou mensagens nas quais Wagner fala com Lima sobre detalhes da compra de um apartamento em Salvador: “A unidade é a 1702 e custa 2,45 milhões”, escreveu ele em novembro de 2024.

Em outra conversa, o senador requisitou ingressos no valor de R$ 63,3 mil para um show realizado na Califórnia. Ao perguntar sobre os ingressos, Lima respondeu afirmativamente que os enviaria.

A investigação também aponta o uso gratuito de jatos ligados a Lima por Wagner. Um desses voos ocorreu em outubro de 2023, para uma viagem do senador e sua família para a “Ilha da Paixão”, propriedade do empresário.

Em abril de 2024, o senador solicitou o contato do piloto a Lima para um deslocamento ao Rio de Janeiro.

As suspeitas foram apresentadas pela PF e estão detalhadas na decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que autorizou os mandados de busca e apreensão. Conforme o documento, Wagner teria recebido essas vantagens em troca de favores políticos no Congresso em benefício do Banco Master.

Em nota, a defesa de Augusto Lima considerou as ações da PF desnecessárias, uma vez que ele já mantém cooperação com as autoridades há seis meses.

“De qualquer forma, as medidas ajudarão a comprovar que os fatos investigados nessa etapa são estritamente legais. Augusto Lima sempre atuou com transparência, responsabilidade técnica e respeito às normas do sistema financeiro e da administração pública”, afirmou a nota.

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