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Zema lança 14 vídeos criticando STF esta semana

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Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República pelo Novo, aumentou suas críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) em suas redes sociais.

Essa reação aconteceu após o ministro Gilmar Mendes solicitar que Alexandre de Moraes inclua Zema no inquérito das fake news por compartilhar um vídeo satírico contra os ministros da Corte.

Desde segunda-feira (20), o perfil do pré-candidato no Instagram exibiu 14 publicações com críticas ao STF, compostas por cortes de entrevistas, trechos de discursos e imagens geradas por inteligência artificial.

Zema se refere à série de vídeos, criada por sua equipe, como “Os Intocáveis”, título usado para criticar os ministros do Supremo. Ele questiona: “O que fazer em um país onde quem está no poder não pode mais ser satirizado ou questionado? Hoje, aqueles que se acham intocáveis não aceitam mais qualquer tipo de piada”.

Em vídeo divulgado no feriado de Tiradentes, Zema compara os “intocáveis de Brasília” a autoridades do período colonial e afirma que os brasileiros precisam ser “libertados” da perseguição política.

Ele também publicou o que considera um de seus vídeos mais importantes, no qual declara estar sendo perseguido pelo tribunal e critica o inquérito das fake news — uma investigação confidencial instaurada para apurar ataques ao STF, seus membros e ameaças à independência do Judiciário e ao Estado de Direito.

Zema critica o inquérito, dizendo que, apesar de ter um nome que soa juridicamente correto, na prática, ele é usado para perseguição e prisão de opositores, funcionando como um “passe livre” para ações arbitrárias do Supremo.

Também nos stories — publicações que somem em 24 horas — ele compartilha uma entrevista onde reafirma que, mesmo com a investigação contra si, está determinado a “ir até o fim”. Segundo ele, só pararia se fosse silenciado à força, caso contrário vai continuar afirmando que o STF virou um “Supremo Balcão de Negócios”.

A publicação que motivou o pedido de investigação de Gilmar Mendes é um vídeo satírico que apresenta ministros do STF como fantoches, retratando uma conversa fictícia entre Toffoli e Gilmar Mendes discutindo a anulação de quebras de sigilo em troca de favores pessoais.

Zema afirma que a sátira é legítima e que esse tipo de caricatura é antiga. Ele também denuncia uma elite privilegiada que vive no luxo enquanto a população enfrenta dificuldades, reforçando que há interesses financeiros escusos ligados a casos investigados.

O pedido para incluir Zema no inquérito das fake news está em segredo de justiça. O ministro Alexandre de Moraes solicitou uma posição da Procuradoria-Geral da República antes de tomar uma decisão.

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