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Gasolina e diesel ficam mais caros nos postos esta semana, diz ANP
Desde o início do conflito no Irã na semana passada, os preços dos combustíveis já apresentam aumento no Brasil nesta semana. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), tanto a gasolina quanto o diesel registraram alta nos postos de combustíveis em todo o território nacional.
Na média nacional, o valor da gasolina nos postos subiu de R$ 6,28, na última semana de fevereiro, para R$ 6,30 na semana que termina no dia 7, representando um acréscimo de 2 centavos, ou 0,33%. No mesmo intervalo, o diesel passou de R$ 6,03 para R$ 6,08, um aumento de 5 centavos, equivalente a 0,83%.
A Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), que representa os importadores, e a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), que reúne a rede de postos, já tinham sinalizado para a alta nos valores. Nesta sexta-feira, o preço do barril de petróleo no mercado internacional ultrapassou US$ 90.
Em comunicado, a Fecombustíveis explicou que “as distribuidoras estão elevando os preços de fornecimento aos postos, provavelmente devido ao aumento dos custos nas etapas de refino (especialmente junto às refinarias privadas) e de importação”.
Na coletiva de imprensa da tarde desta sexta-feira, Magda Chambriard, presidente da Petrobras, afirmou que não prevê repasse imediato dos preços.
— Observamos a paridade internacional, evitamos repassar volatilidades e garantimos nosso market share. A volatilidade internacional é decorrente da guerra que está em poucos dias. A política de repasse direto e imediato da variação do preço do petróleo para cima pertence ao passado. Isso gerou muita confusão, insegurança e favoreceu grandes importadores — declarou Magda.
Até o momento, a Petrobras, principal fornecedora do país, ainda não alterou os preços dos combustíveis. Fontes indicam que a estatal avalia a duração do conflito e o comportamento dos preços do petróleo. De acordo com a Abicom, a Petrobras comercializa o diesel 64% mais barato em relação ao mercado internacional e a gasolina 27% abaixo do preço externo, atingindo o maior desconto histórico da série.
A Abicom destacou que os preços praticados pela Petrobras atingiram níveis recordes de defasagem. “Como as refinarias nacionais não conseguem produzir todo o volume demandado dos principais derivados do petróleo, como o óleo diesel — amplamente usado no transporte de passageiros e cargas — e a gasolina, importante para a mobilidade urbana, é necessária a importação de cerca de 30% do óleo diesel e 10% da gasolina”, comentou a entidade.
No entanto, Magda respondeu a outro questionamento de analistas dizendo que, caso a alta do petróleo persista, serão necessárias respostas rápidas.
— Neste momento, estamos avaliando até quando essa cotação vai se manter. Essa dúvida permanece. Se a volatilidade e o aumento continuarem intensos, haverá necessidade de ações mais ágeis. Se o aumento fosse mais gradual, as respostas poderiam ser mais lentas. Atualmente, ainda não temos essa definição.


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