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Milhares morriam sufocados. Milhões eram desviados da saúde

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Milhares morriam sufocados. Milhões eram desviados da saúde

Coluna Sem filtro/ Gyn notícias

Desde o início da pandemia de Covid-19, 28 mil goianos morreram pela doença. No período mais crítico, entre 2020 e 2021, enquanto milhares de pais de família, mães, crianças e jovens perderam suas vidas sufocadas pelo vírus que assolava o mundo, aconteceu o que pode ser o maior esquema de corrupção da saúde da história do Estado de Goiás.

As operações da PF deflagradas nesta semana em Goiás e outros estados trouxeram à tona uma verdadeira organização criminosa que utilizava empresas de fachada subcontratadas por Organizações Sociais para desviar, apenas no período da Pandemia, quase R$ 40 milhões, recursos que poderiam ter salvado boa parte das 24 mil vidas ceifadas até o final de 2021.

Nos relatórios das investigações, diversas provas, como planilhas de pagamentos por serviços e profissionais fantasmas, fraudes em compras de equipamentos e muita lavagem de dinheiro. Tudo isso, no período em que o estado era comandado por um – pasmem – médico. Ninguém viu? Ninguém percebeu? Daniel e Caiado têm muito a explicar.

Na audiência que manteve a prisão preventiva dos envolvidos, o procurador disse: “antigamente, o melhor negócio do mundo era ter uma empresa de petróleo, mas eu digo que hoje o melhor negócio do mundo é ter uma OS.”

Enquanto milhões de pessoas lutavam para respirar e milhares choravam seus mortos, sem poder sequer se despedir, milhões em dinheiro público voavam em transações entre empresas de médicos-empresários e empresários-médicos, seus parentes, amigos e parceiros do melhor negócio do mundo: o negócio da morte.

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