Economia
ibovespa cai 0,55% e fecha abaixo de 196 mil pontos
O Ibovespa registrou sua terceira queda fracionária desde o recorde de fechamento de terça-feira (14) ao recuar 0,55% nesta sexta-feira (17), fechando em 195.733,51 pontos. Após duas sessões anteriores com perdas de 0,46% cada, o índice chegou a atingir um mínimo de 195.367,90 pontos e uma máxima de 198.665,65 pontos, iniciando o pregão em 196.880,51 pontos.
O volume financeiro negociado foi de R$ 44,7 bilhões, impulsionado pelo vencimento de opções sobre ações.
No balanço semanal, o Ibovespa caiu 0,81%, interrompendo uma sequência de três semanas consecutivas de alta, destacando a valorização próxima de 5% da semana anterior. No acumulado do mês, o índice subiu 4,41% e no ano já acumula ganhos de 21,48%.
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, reagiu positivamente ao anúncio da reabertura do Estreito de Ormuz durante o cessar-fogo entre Líbano e Israel, publicando em sua rede social que a rota está aberta e pronta para navegação, apesar de anteriormente ter sugerido controle americano sobre o local.
As bolsas internacionais fecharam majoritariamente em alta, refletindo o otimismo com a possibilidade de uma trégua mais ampla no Oriente Médio. Em Nova York, o Dow Jones subiu 1,79%, o S&P 500 1,20% e o Nasdaq 1,52%.
A movimentação naval pelo Estreito de Ormuz vinha crescendo antes mesmo do anúncio iraniano de reabertura da rota, que é estratégica para cerca de 20% do petróleo mundial, segundo dados do serviço Kpler.
No entanto, o governo iraniano já indicou possível revisão da decisão, após declaração de Trump de manter o bloqueio naval, considerado chantagem por autoridades iranianas.
Segundo Bruna Sene, analista de renda variável da Rico, “a semana trouxe uma virada importante no cenário geopolítico global”. O cenário de tensão deu lugar a um ambiente mais otimista com a perspectiva de fim do conflito. O Ibovespa, que acumulava 11 sessões consecutivas de alta em 2026, chegou próximo da marca psicológica de 200 mil pontos.
No entanto, na B3, o desempenho do Ibovespa foi prejudicado pela queda das ações da Petrobras, que fecharam com perdas superiores a 5%, em meio à queda nos contratos futuros de petróleo. Por outro lado, ações como Vale, Usiminas e bancos, como Bradesco, apresentaram valorização.
O mercado financeiro revisou o otimismo sobre as ações no curto prazo: a previsão de alta do Ibovespa para a semana seguinte caiu de 71,43% para 50%, enquanto a expectativa de estabilidade e queda aumentou.
A estrategista Rachel de Sá da XP afirmou que, apesar da semana volátil e do risco persistente, o alívio geopolítico impulsionou a compra de ações na B3, ainda que tenha pressionado as ações da Petrobras devido à correção do petróleo.
Josias Bento, especialista em investimentos, ressalta que é esperado muita volatilidade no mercado devido ao conflito no Oriente Médio, especialmente nas commodities.

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