Economia
Mudança na escala 6×1 pode ter regra de adaptação e não deve gerar custos ao Tesouro, afirma Durigan
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou nesta sexta-feira (17), em Washington, que possíveis alterações na jornada de trabalho, como o término da escala 6×1, precisam ser debatidas no Congresso Nacional e não devem acarretar despesas para o Tesouro. Segundo ele, o assunto ainda está sendo analisado pelo governo e requer diálogo com diferentes setores da economia, especialmente aqueles que possam ser mais afetados por uma eventual redução da jornada.
— A discussão sobre a escala 6×1 deve acontecer no Congresso Nacional, para que seja possível ouvir todos os setores da economia. Sou bastante favorável a debater e compreender com os setores como se adaptar, eventualmente estabelecendo um período de transição para facilitar a adaptação de alguns segmentos — destacou o ministro.
Durigan reconheceu preocupações referentes ao aumento de custos, mas salientou que estudos recentes indicam que o impacto pode ser menor do que o previsto inicialmente. Ele mencionou que algumas empresas já adotam modelos de jornada distintos.
O ministro também ressaltou que qualquer mudança deve ser vista como um progresso nas condições laborais, sem a transferência dos custos ao setor público.
— Não é aceitável que se financie com recursos públicos, provenientes da sociedade, um avanço desse tipo — afirmou.
A proposta de redução da jornada semanal para 40 horas, atualmente em 44 horas, está entre as iniciativas em avaliação no governo e no Congresso. Representantes do Executivo já indicaram que a medida pode incluir regras de transição para facilitar a adaptação dos setores mais sensíveis.

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