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CLDF abre investigação sobre possível escuta em computadores; diretor é afastado

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O presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), deputado Wellington Luiz (MDB), ordenou na segunda-feira (11) o início de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para averiguar denúncias de possível escuta ilegal em computadores da Casa. O pedido partiu do quarto secretário, deputado Robério Negreiros (Podemos).

“Recebemos uma denúncia do sindicato do poder legislativo e, como quarto secretário, solicitei ao presidente o afastamento temporário do diretor de Modernização e Inovação Digital, Walério Oliveira Campôres, até que os fatos sejam esclarecidos”, declarou o deputado, ressaltando que o processo é sigiloso.

A investigação teve início após uma denúncia anônima que indica uma possível escuta não autorizada nos terminais de informática da Câmara. Como medida imediata, o diretor Walério Campôres foi afastado por 60 dias.

Entenda o Caso

A denúncia chegou até a Casa pela Ouvidoria, relatando a suposta vigilância indevida dos terminais usados pelos servidores. Dada a gravidade da situação, o quarto secretário, deputado Robério Negreiros, pediu o afastamento do diretor e a troca das chefias da área de Tecnologia da Informação (TI) para assegurar a imparcialidade da apuração.

  • Afastamento cautelar: O diretor Walério Campôres está fora de suas funções por 60 dias.
  • Troca de chefias: Substituição imediata dos responsáveis pela unidade de tecnologia para garantir a neutralidade da investigação.
  • Comissão de Inquérito: A apuração será realizada pela Comissão de Processo Disciplinar e Tomada de Contas Especial (CPTCE).

Prazos

Conforme o Ato do Presidente nº 237, de 2026, a comissão terá 60 dias para concluir os trabalhos e apresentar o relatório final. Caso seja necessário mais tempo para coletar provas ou depoimentos, o prazo pode ser estendido por igual período.

Em comunicado oficial, a CLDF destacou o compromisso do órgão com a transparência, a legalidade e o rigor na investigação de possíveis irregularidades. A Casa assegurou o direito ao contraditório e à ampla defesa para todos os envolvidos.

“Por se tratar de procedimento administrativo em andamento, a CLDF não fará comentários adicionais até o fim dos trabalhos da comissão”, informou o Legislativo.

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