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Trump vê cessar-fogo no Oriente Médio frágil e Irã mantém desafio

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O presidente Donald Trump declarou nesta segunda-feira (11) que o cessar-fogo no Oriente Médio está muito frágil, após rejeitar a proposta de paz apresentada pelo Irã, que afirmou estar pronto para reagir a qualquer ataque.

O aumento da tensão gera medo de novos confrontos no Golfo, derruba as expectativas por um acordo rápido para reabrir o Estreito de Ormuz ao comércio e eleva os preços do petróleo.

O Irã solicitou o fim do conflito na região, o término do bloqueio americano aos seus portos e a liberação dos seus recursos financeiros congelados na oferta feita a Trump, que negou veementemente.

O presidente dos EUA expressou sua insatisfação nas redes sociais, classificando a contraproposta como totalmente inaceitável.

Mais tarde, em entrevista à imprensa na Casa Branca, afirmou que o cessar-fogo está em uma situação crítica, comparando a situação a um cenário médico com baixíssima chance de sobrevivência.

Em uma entrevista por telefone à emissora Fox News, Trump comentou que está considerando retomar a escolta de navios no Estreito de Ormuz, operação que havia sido suspensa em 5 de maio após avanços nas negociações.

Na mesma data, o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, garantiu que as forças armadas iranianas estão preparadas para responder firmemente a qualquer agressão.

Relatórios indicam que os Emirados Árabes Unidos realizaram ataques militares contra instalações petrolíferas iranianas no Golfo em abril, o que pode representar uma escalada no conflito regional.

Conflito e negociações

O Ministério das Relações Exteriores do Irã exige o fim do bloqueio naval e da guerra na região, incluindo o fim dos ataques israelenses contra o grupo Hezbollah no Líbano.

Além disso, pede a liberação dos ativos financeiros bloqueados injustamente em bancos internacionais.

A proposta iraniana prevê a reabertura gradual do Estreito de Ormuz e o fim simultâneo do bloqueio americano, com negociações sobre o programa nuclear do Irã em até 30 dias.

O Irã sugeriu a diluição de parte do seu urânio altamente enriquecido e o envio do restante a um país terceiro, mas recusou desmantelar suas instalações nucleares ou suspender o enriquecimento por 20 anos.

Os Estados Unidos, Israel e aliados acusam o Irã de buscar armas nucleares, acusação que Teerã nega.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que o conflito só terminará com a destruição das instalações nucleares iranianas.

Impactos econômicos e humanitários

O bloqueio no Estreito de Ormuz, ponto estratégico do comércio de energia, provocou uma subida no preço do petróleo, com o barril de Brent atingindo 104,21 dólares.

O presidente da petrolífera saudita Aramco, Amin Nasser, comentou que a atual guerra levou ao maior choque energético já visto, e mesmo com a reabertura do estreito, o equilíbrio de mercado levaria meses para voltar.

Jorge Moreira da Silva, diretor-executivo do UNOPS, alerta que a continuidade do bloqueio pode levar à fome e à escassez de alimentos para milhões de pessoas nas próximas semanas.

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