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Economia

Acordo EUA-Irã impulsiona Ibovespa com impacto do petróleo

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O otimismo global provocado pela possibilidade de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã estimula a valorização do Ibovespa na abertura dos negócios desta segunda-feira, dia 25. Entretanto, a redução do preço do petróleo limita essa alta, com o Brent caindo para cerca de US$ 95 o barril, o que pressiona as ações do setor, especialmente da Petrobras.

A agenda econômica do dia é relativamente fraca, mas a semana conta com dados importantes como o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) de maio, indicadores fiscais e do mercado de trabalho no Brasil, além do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre dos EUA. O boletim Focus divulgado hoje indica um aumento nas expectativas de inflação, gerando cautela no mercado.

A liquidez do mercado deve ser afetada devido aos feriados nos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Coreia do Sul e Hong Kong.

Na Ásia, as bolsas fecharam em alta após o presidente americano, Donald Trump, afirmar que as negociações com o Irã estão avançando e que o Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% do petróleo mundial, poderá reabrir em breve. Trump declarou que o acordo será “grande e significativo” ou não haverá acordo.

O feriado do Memorial Day nos EUA reduz a liquidez, conforme aponta o estrategista-chefe do Grupo Laatus, Jefferson Laatus, que também destaca o aumento do debate eleitoral, provocando maior cautela no mercado interno.

O acordo pode ser firmado ainda hoje, segundo o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, embora o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, ressalte que avanços foram feitos, mas que não significa proximidade da assinatura.

De acordo com Bruno Cordeiro, especialista em inteligência de mercado da Stonex, se o acordo se concretizar nos próximos dias, o preço do Brent poderá oscilar entre US$ 80 e 90 o barril. O processo de normalização dos fluxos e ajustes logísticos podem retardar a queda. Caso as negociações fracassem, o prêmio de risco poderá retornar rapidamente, elevando o preço acima de US$ 100.

No Boletim Focus, a previsão para o IPCA de 2026 foi revisada para cima, de 4,92% para 5,04%, ultrapassando o teto da meta de inflação de 4,5%. As projeções para 2027 e 2028 permanecem próximas de 4% e 3,65%, respectivamente. A estimativa suavizada para os próximos 12 meses subiu para 4,07%.

Matheus Ferreira, da Tendências Consultoria, comenta que as revisões sucessivas das projeções são influenciadas pelo conflito no Oriente Médio, que ainda não foi resolvido. Ele aponta que os riscos futuros incluem os efeitos diretos e indiretos da guerra, impactos do fenômeno El Niño previsto para o fim do ano nos alimentos e estímulos à demanda adotados pelo governo neste ano eleitoral.

As expectativas para a taxa Selic, atualmente em 14,50%, permaneceram em 13,25% para o final de 2026. Entre as estimativas mais recentes, o índice para o fim deste ano subiu de 13,25% para 13,50%.

Na última sexta-feira, o Ibovespa fechou com baixa de 0,81%, aos 176.209,61 pontos, acumulando recuo semanal de 0,61%.

Hoje, às 11h11, o índice registrava alta de 0,36%, aos 176.847,11 pontos, com máxima de 177.130,51 pontos e mínima de 176.210,38 pontos.

A Petrobras apresentava queda entre 1,60% (PN) e 1,97% (ON), enquanto a Vale recuava 0,22%, apesar da leve alta de 0,06% no preço do minério de ferro em Dalian, China. A desvalorização da Vale refletia-se em outras ações ligadas à mineração.

Por outro lado, ações bancárias e aquelas sensíveis ao ciclo econômico, beneficiadas pela diminuição dos juros futuros, registravam valorização.

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