Economia
DF arrecada R$ 1 bi com securitização, mas não recebe resposta da União para salvar BRB
O governo do Distrito Federal conseguiu arrecadar R$ 1,017 bilhão na primeira etapa do programa que transforma dívidas antigas em dinheiro, chamado securitização da dívida ativa. Este é um passo dentro do plano para resolver os problemas financeiros do Banco Master no Banco de Brasília (BRB). Contudo, ainda não conseguiu os recursos necessários para garantir a estabilidade do banco.
O governo local havia prometido fazer um aporte no BRB até o dia 29, sexta-feira, e ainda está buscando um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Porém, não obteve resposta do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após solicitar uma garantia do Tesouro Nacional para viabilizar a operação.
“A ausência de resposta já é uma resposta, mas estamos trabalhando em outras possibilidades”, afirmou o secretário de Economia do Distrito Federal, Valdivino de Oliveira, ao Estadão. “Não posso revelar as negociações em andamento, mas posso garantir que seguimos avançando. Em breve, teremos uma definição.”
Oliveira também mencionou que os prazos estão sendo cumpridos, citando o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que disse que o cronograma legal para a operação não é fixo.
O prazo para que o BRB divulgasse suas contas de 2025 terminou em 31 de março. Informalmente, o governo do DF informou a Galípolo que o balanço e o aporte seriam apresentados em 29 de maio.
“Conforme mencionado pelo presidente do Banco Central, não há uma data definitiva, mas um prazo solicitado que estamos cumprindo bem”, completou Oliveira.
Até agora, o BRB recebeu R$ 1 bilhão com a venda de ativos vinculados ao Banco Master, organizados pela gestora Quadra Capital em um fundo. A carteira totaliza R$ 15 bilhões. Esse valor ajudou a conter a crise de liquidez na instituição, segundo membros do banco.
Agora, o governo do DF reuniu R$ 1,017 bilhão junto ao BTG com a venda de parte da dívida ativa do DF e espera arrecadar mais R$ 4 bilhões até o final da semana.
Por lei, o dinheiro obtido pela securitização só pode ser utilizado em áreas obrigatórias como saúde, educação, previdência e investimentos. No entanto, o secretário de Economia explicou que o BRB já pode movimentar esse montante financeiramente, auxiliando sua liquidez, antes mesmo de o dinheiro ser destinado às despesas do Distrito Federal.
Oliveira disse que o empréstimo junto ao FGC e a outros bancos ainda está em análise. Porém, se o governo não conseguir o financiamento, pretende usar o dinheiro da securitização como um recurso contábil para cobrir o déficit do patrimônio do Banco de Brasília, conforme reportado pelo Estadão anteriormente.
“O Banco Central exigiu que encontrássemos soluções em um prazo curto, e estamos trabalhando para isso”, declarou Oliveira.

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