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Israel aumenta ataques no sul do Líbano e confrontos com Hezbollah crescem
O exército de Israel intensificou os combates contra o Hezbollah no sul do Líbano, avançando suas tropas em direção ao rio Litani, uma área chave no conflito. Esse aumento de ataques ocorre pouco antes de negociações agendadas em Washington entre representantes de Israel e do Líbano.
As Forças Armadas israelenses afirmam ter destruído mais de 100 alvos vinculados ao Hezbollah na madrugada de quarta-feira, 27, incluindo depósitos de armas, centros de comando e postos de observação no sul do Líbano e no Vale do Bekaa.
Um dos ataques atingiu a cidade de Mashghara, no leste libanês, resultando em 12 mortes, conforme reportou a agência estatal do país. Entre os mortos há membros da mesma família.
Em resposta, o Hezbollah declarou ter lançado foguetes, drones explosivos e tiros de artilharia contra as forças israelenses que avançavam nas proximidades das cidades de Yohmor al-Shaqif e Zawtar al-Sharqieh, na região de Nabatieh. A emissora Al-Manar destacou que os combatentes conseguiram repelir parte das ofensivas israelenses ao longo das margens do rio Litani.
O primeiro-ministro Binyamin Netanyahu afirmou após reunião com os líderes militares que Israel pretende expandir suas operações dentro do Líbano. De acordo com ele, as tropas israelenses estão ocupando “áreas estratégicas” no sul do Líbano para reforçar a segurança das cidades próximas à fronteira.
Embora o cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos esteja formalmente ativo há mais de um mês, os confrontos entre Israel e Hezbollah persistiram nas últimas semanas. O rio Litani passou a ser uma linha divisória informal, com áreas ao sul sob controle militar israelense.
Os recentes embates também elevaram a tensão em Beirute, que havia sido poupada de ataques desde o início da trégua. Moradores expressaram medo sobre a possível ampliação dos bombardeios.
O governo libanês espera que as negociações indiretas com Israel resultem em um cessar-fogo definitivo e na retirada das tropas israelenses do território libanês. O Hezbollah, por sua vez, afirmou que seguirá combatendo enquanto Israel mantiver ataques aéreos e presença militar no sul do país.
Autoridades do Líbano indicam que mais de um milhão de pessoas já foram deslocadas desde o início do conflito. O Ministério da Saúde libanês informa que mais de 3,2 mil pessoas morreram e cerca de 9,7 mil ficaram feridas desde a intensificação da guerra.

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