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Grupos pró-PT intensificam campanha digital para aprovar jornada 6×1

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Movimentos associados ao PT, parlamentares aliados e apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva têm aumentado a divulgação nas redes sociais para pressionar a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da jornada 6×1 no Congresso Nacional, especialmente com a votação marcada para esta semana na Câmara dos Deputados. A proposta de diminuição da jornada de trabalho é vista como uma prioridade para o governo e uma possível estratégia para a campanha de reeleição de Lula, dada a relevância da medida para a população.

Segundo o cronograma do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a PEC passará por comissão especial nesta quarta-feira e posteriormente será discutida em plenário ainda nesta semana. O próprio Luiz Inácio Lula da Silva esteve envolvido nas negociações, tendo fechado acordos com Hugo Motta para definir pontos do texto.

Em recente relatório elaborado por Leo Prates (Republicanos-BA), fica previsto que a jornada semanal será reduzida de 44 para 40 horas ao longo de um ano, com dois dias de descanso garantidos por semana, sem diminuição do salário.

A transição começaria 60 dias após a promulgação da PEC, com a redução imediata de duas horas na semana de trabalho. As outras duas horas seriam eliminadas gradualmente durante os 12 meses seguintes.

Desde o início deste debate, que ganhou força no ano passado, aliados ao governo passaram a utilizar as redes sociais para promover a aprovação da futura lei. Inicialmente, via-se essa medida como uma promessa de campanha semelhante a outras, como a isenção do Imposto de Renda para salários até R$ 5.000. Entretanto, o tema obteve amplo apoio popular.

O governo encaminhou ainda um projeto de lei para acelerar a tramitação da proposta no Congresso, que deverá ser avaliado após o aval à PEC. Desde então, o projeto passou a ser incorporado em discursos oficiais e mobilizações públicas, além de ser tema de manifestações em todo o país.

Com a proximidade da votação na Câmara, a mobilização aumentou significativamente tanto nas redes quanto em eventos presenciais em vários estados. Segundo o secretário de comunicação nacional do PT, Eden Valadares, o partido tem orientado sua militância a fortalecer a presença digital para garantir a aprovação da proposta.

— O fim da escala 6×1 é uma demanda do povo brasileiro e prioridade para o PT e o governo do presidente Lula. Desde 2025, o partido tem participado ativamente de atos de rua, campanhas e nas redes sociais defendendo a reforma na jornada de trabalho sem prejuízo salarial. Com a votação próxima, intensificaremos a comunicação para destacar ainda mais o tema — afirmou Eden Valadares.

Iniciativas como o grupo Pode Espalhar, vinculado ao PT para aumentar a atuação digital, têm explorado o assunto em grande parte das mensagens enviadas recentemente.

Uma dessas ações utiliza a ferramenta Na Pressão, da Central Única dos Trabalhadores (CUT), que permite aos cidadãos identificar parlamentares favoráveis ou contrários à PEC e enviar mensagens diretas para pressioná-los via e-mail ou redes sociais.

A ferramenta, já conhecida por campanhas anteriores, como a isenção do Imposto de Renda para até R$ 5.000, foi divulgada nesta última sexta-feira para fomentar o engajamento em prol da jornada 6×1.

De acordo com a secretária de comunicação da CUT, Maria Faria, não há motivações partidárias na iniciativa.

— O objetivo é promover o debate e incentivar o diálogo respeitoso com os parlamentares. Se o trabalhador não puder participar de atos presenciais, essa ferramenta é uma forma eficiente de manifestação da classe — explicou Maria Faria.

Em mensagens enviadas nos grupos do Pode Espalhar, o fim da jornada 6×1 é destacado como uma prioridade da militância, ressaltando que o próprio presidente Lula pautou o tema. São compartilhados também materiais diversos, como vídeos e imagens, para amplificar o alcance nas redes sociais.

A comunicação no grupo reforça:

“A pauta da PEC entra amanhã na Câmara. É essencial continuar a pressão e reconhecer que foi o presidente Lula quem trouxe essa discussão à tona. Essa conquista é do governo, dos movimentos sociais e sindicais. Pequenos negócios se beneficiam com maior consumo, e as famílias terão mais tempo para lazer, convivência e estudo.”

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