Brasil
PT busca novo candidato em Minas após desistência de Pacheco
A desistência do senador Rodrigo Pacheco (PSB) de disputar o governo de Minas Gerais causou um desafio para o Partido dos Trabalhadores (PT), que ainda não definiu um candidato para um estado chave nas eleições presidenciais de Lula.
Para contornar a situação, o presidente do PT, Edinho Silva, está viajando para Minas Gerais para dialogar com possíveis pré-candidatos neste sábado (30).
Rodrigo Pacheco afirmou não ter intenção de continuar na política, declarando em evento em São Paulo que já havia decidido sair da vida pública após deixar a presidência do Senado.
Lula era um dos apoiadores da candidatura de Pacheco, que comunicou sua decisão de não participar da disputa há pelo menos duas semanas.
Com a desistência oficial de Pacheco, o PT avalia apoiar nomes do PSB, PDT ou até mesmo do MDB. Edinho Silva terá reuniões com o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), e o empresário Josué Gomes (PSB), ambos possíveis candidatos ao governo. O apoio a Gabriel Azevedo (MDB) também está em análise, e o PT está aberto a negociações com o partido.
Edinho ressaltou a importância do diálogo e destacou que o PT busca montar uma chapa forte em Minas Gerais, contando com diversas lideranças locais.
Recentemente, ele se reuniu com lideranças mineiras do PT para discutir estratégias. Existe uma divisão entre lançar um candidato próprio ou apoiar uma candidatura de outro partido para fortalecer a aliança.
Para a disputa ao Senado, Marília Campos (PT), ex-prefeita de Contagem, aparece como uma figura consolidada, embora o cenário ainda esteja indefinido. Ela já se encontrou com Gabriel Azevedo e seu nome ganha força em uma possível chapa apoiada por Lula.
Nas simulações eleitorais mais recentes, o senador Cleitinho (Republicanos) lidera as intenções de voto, seguido por Kalil, embora o PT e o PDT mineiros ainda resistam a uma aliança com o ex-prefeito.
Edinho Silva destacou que eleições são vencidas por meio da construção de alianças e que continuará dialogando para fortalecer o campo político em Minas Gerais.
Ele afirmou que a candidatura de Marília Campos ao Senado é a estratégia atual do partido e que qualquer alteração dependerá do consenso do PT local e das forças aliadas.
O objetivo é formar uma ampla coligação para garantir não apenas a vitória, mas também um palanque sólido para o presidente Lula em Minas Gerais.


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