Brasil
Julgamento do caso Henry chega à fase decisiva com interrogatórios
O julgamento de Monique Medeiros e do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, pela morte do garoto Henry Borel alcança nesta terça-feira uma etapa crucial e muito esperada. Após oito dias dedicados a depoimentos, perícias e oitiva de testemunhas, os dois réus serão ouvidos diretamente no Tribunal do Júri, momento chave para que os sete jurados formem sua opinião final sobre o caso.
Conforme informações obtidas pelo Globo, Monique será a primeira a prestar seu depoimento. Em seguida, ela deixará o local, e Jairinho assumirá a palavra. Esses interrogatórios fecham a fase de instrução, durante a qual 22 testemunhas foram ouvidas em sessões que duraram mais de uma semana, tornando este um dos julgamentos mais longos da história recente do Rio de Janeiro.
Espera-se que os debates finais entre acusação e defesa aconteçam na quarta-feira seguinte. Depois desta etapa, os jurados responderão aos questionamentos apresentados pela Justiça para decidir se os réus devem ser condenados ou absolvidos. A votação para o veredicto pode iniciar ainda na quarta-feira ou continuar até quinta-feira.
Como funcionam os interrogatórios
Ao contrário das testemunhas, nos interrogatórios, os réus têm a chance de expor sua versão dos fatos diretamente ao Conselho de Sentença. Eles podem ser questionados pela juíza, pelo Ministério Público, pelas equipes de defesa e pelos próprios jurados.
De acordo com o advogado de Monique, Hugo Novaes, os sete jurados podem enviar perguntas por escrito.
— Os cidadãos podem formular perguntas que são lidas pela juíza e respondidas por Monique — explicou o defensor.
Novaes também ressaltou que o interrogatório é o último momento processual antes dos debates finais entre as partes e afirmou que sua cliente pretende responder a todas as questões que lhe forem feitas.
— Monique começará respondendo e falará tudo o que for perguntado — afirmou Novaes.
Durante os primeiros oito dias, os jurados assistiram aos depoimentos de peritos, policiais, médicos, familiares e outras pessoas relacionadas aos réus. Essas sessões foram marcadas por divergências entre a acusação e a defesa quanto aos acontecimentos que ocorreram nas horas antes da morte de Henry, em março de 2021.


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